equanto a lua chorava, ele nasceu ou antes, tornou-se visível.
por ser abstrato,
um pulso, rápido, impulsivo.
treinei minhas verdades para darem sentido àquilo que não é dito e acabei as perdendo,
o início não havia, pois quando se encontraram, já estavam nos meios de si mesmos.
então, se essa é a realidade, eu, aqui de cima das minhas experiências, dos meus eus, dos meus rostos, digo que, não,
"...O que se seguiu foram quatro mãos difíceis, foram quatro mãos que não sabiam o que queriam, quatro mãos erradas de quem não tinha a vocação, quatro mãos que a tocaram tão inesperadamente que ela fez a coisa mais certa que poderia ter feito no mundo dos movimentos: ficou paralisada. Eles, cujo papel predeterminado era apenas o de passar junto do escuro de seu medo, e então o primeiro dos sete mistérios cairia; eles que representariam apenas o horizonte de um só passo aproximado, eles não compreenderam a funçào que tinham e, com a individualidade dos que têm medo, haviam atacado. Foi menos de uma fração de segundo na rua tranquila. Numa fração de segundo a tocaram com se a eles coubessem todos os sete mistérios. Que ela conservou todos, e mais larva se tornou, e mais sete anos de atraso.
...já que sofro com a idéia de vazio, decidi acreditar que deve haver, de alguma forma, algo que se expande e se modifica por trás de seus olhos.
Dica: Tente remover as aspas de sua pesquisa para obter mais resultados.
então. layout novo ai. finalmente fiz algo que realmente faz sentido em conjunção com o nome do blog.
post de bastante tempo atrás:
por mais que eu tente me ter, algo em mim invariavelmente sempre me escapa.
então a vida é um sorriso amarelo e algumas placas abstratas.
o nada, este sim é único.
mas se eu já nem aguento mais essa minha insistência burra de criar em mim o que não existe,
não respondo mais pelos meus atos, desacatos.
então você deseja ser aquilo que mais ama?
entendam, os curativos, depois de algum tempo, servem apenas para dar a ilusão de ferida.
o chão voltou e implorou para ser, de novo, a única e inquestionável referência.
dentro de 6 anos serei uma psicóloga pronta pra finjir que estou ajudando indivíduos com meu pseudo conhecimento.
piada do momento:
e o que seria se não fosse qualquer coisa que não a própria coisa em si?
toda e qualquer pessoa que entra na sua vida acrescenta e retira uma boa parte de alguma coisa dentro de você.
esse ano foi rápido, sem graça e um pé no saco e ainda nem acabou.
seria apenas uma incrível falta de noção?
sua farsa.
e é possível que hajam alguns, ou milhões, talvez, bilhões, porém
muitos, ou, ainda, nenhum,
arte.
eu conto detalhes nojentos da minha vida para desconhecidos na rua.
quem procura acha.
conto de fadas tragicômico.
oi, meu nome é luisa e eu sou uma daquelas pessoas patéticas que, uma vez ou outra, realmente tomam decisões importantes baseadas no que o horóscopo diário diz.
ps importante-
passo o chapéu ou guardo o chapéu no meu armário, enfeitando magicamente meu guarda-roupas?
entendam, eu adoro ser importante.
preciso sempre lutar contra a terrível ânsia de admitir todos os erros que eu não cometi.
somos todos consequências tristes de mal entendidos, idéias idiotas, suposições erradas e expectativas frustradas.
ok, vamos então falar sobre meus podres, minhas falhas, meus problemas mentais.
eu aposto todas as minhas figurinhas que você nem se importa.
lia achava que sentia de mais.
e ai, o que você quer me ouvir dizer?
e ai que eu estava pensando sobre razões, respostas, sentidos. me perdi em convenções, valores distorcidos, religiões e coisas que, por algum (ou nenhum) motivo eu piamente não acredito, ou não sei se acredito.
eu nunca fui a mais divertida.
sobre nós.
e tudo que eu posso te dar é solidão com vista pro mar.
"sonhei que eu e você fomos à rodoviária, falar sobre a eternidade e comer merengue.
por que você se dá ao trabalho de vir só pra depois ir embora?
coisas que já deveriam ter saido de moda:
HÊ-HÊ-HÊ.
sabe-se lá porque, tudo está fodido neste layout.
há, típico.
eu odeio e acho ridículo ser otimista, porém, como aparentemente essa é a única coisa que eu posso fazer no momento (além de óbvio, surtar), vou tentar olhar o lado bom das coisas e acreditar muito e desesperadamente que vai ficar tudo bem no final.
tim kasher, tim kasher... é você quem sente de mais ou sou eu quem sente de menos?
mas e se...?
agora entendi porque as pessoas fizeram such a big deal sobre o referendo que definiu que civis podem ter acesso ao porte de armas.
é, eu sei. pokémon é mongól, sakura card captores é pra crianças bobonas de 11 anos, dragon ball é sempre a mesma coisa e digimon... ok, digimon é tão retardado que me faltam palavras pra explicar O QUANTO É RETARDADO.
bom, tendo em vista que a única coisa realmente relevante que eu aprendi ano passado foi fazer bolinhas com a fumaça do cigarro, ( sim, eu fumo. é uma pena, meus dentes ficarão amarelos, minha face gordinha se encherá de rugas precocemente, eu morrerei de cancêr de pulmão e é tão triste que eu seja tão nova e blá blá blá.) agora tenho que ficar decorando coisas de química e física, e matemática, e geografia, e história e... NOSSA, eu costumava ser tão boa em história. eu costumava saber de detalhes ridículos sobre a guerra das duas rosas e, por incrível que pareça, eu até ia nas aulas de educação física. eu corria, suava, fazia cestas e tudo mais.
meu orgulho e minha baixa auto estima se uniram e decidiram que eu sou inconveniênte.
eu guardo um pouquinho de todos eles em mim.
essa música resume uma parte dos meus últimos 363 dias.
sabe, no final das contas, eu sou apenas um erro esperando pra ser cometido.
eu erro
ENFIM.
é desesperador o jeito que eu me apego ao meu passado.
nunca me amei tanto quanto eu amo neste exato momento.
sinto muito.
não é um saco pensar que cada pessoa é completamente única?
eu queria saber como e por que eu SEMPRE dou um jeito de enfiar a palavra "cirrose" em todas as redações que eu faço.
- sonhar nunca fez mal à ninguém.
o que você chama de felicidade eu chamo de covardia.
o que eu procuro em um homem?
minha irmã conheceu o roriz ( governador de brasília) em uma festa outro dia. ele a abraçou e falou que ela era muito bonita. (EW.)
atitutes premeditadas, planejadas,
ninguém sabe o quanto é difícil pra mim dizer "eu te amo", assim, olhando nos olhos.
eu só queria dizer aqui que eu sou foda e, apesar de ser gordinha e ter uma pele meio prejudicada, eu sou gata e meu cabelo é quase bonito. e eu sou inteligente sim, porque todo malandro que é malandro é inteligente pra caralho. fato.
já te disse o quanto você fica adorável quando começa a se portar de modo tão infantil e ridiculamente... arrogante?
são muitas pessoas, muitas idéias, muitos jeitos diferentes de pensar.
muita idealização e pouca concretização pro meu gosto.
dos homens da minha vida,
minha cpu pifou e eu to tendo que usar uma velhona, sem meus arquivos, fotos e favoritos.
apesar de todos esses posts nostalgicozinhos e reclamões, eu estou bem, obrigada. um pouco melancolica for no reason at all, mas bem, muito bem.
my friend assures me "it's all or nothing"
deixa eu falar sobre três anos atrás.
alô? eu queria pedir uma vida grande, metade calabresa e metade banana, com borda de catupiry.
MEU QUERIDO DIÁRIO,
eu tinha essa amiga que gostava de andar na chuva.
pra mim é assim, ou é pra sempre, ou é pra nunca mais.
não, o problema não é que eu não consiga fazer isso.
eu sou uma intrusa. minha personagem saiu do livro o qual pertencia e agora fica por ai estragando contos de fadas alheios.
então, agora é oficial: eu-sou-retadada.
dica: se você acha que uma música que significou muito pra você no passado não representa mais nada, NÃO a escute repetidademente em um dia ruim. principalmente se você for influenciável pra caralho e precisa esquecer tudo o que ela te lembra. e se pra completar a letra contiver mensagens do tipo " não desista nunca de mim porque eu sempre-vou-te-amar-não-importa-o-que-eu-faça-ou-fale", delete-a rapidamente.
as pessoas se importam de mais com o que eu acho sobre determinados assuntos.
post do natal do ano passado
incerta, irresponsável, imatura, inconsequênte.
eu preciso muito de um cigarro nesse exato momento.
post bêbado de muito tempo atrás. eventuais erros de escrita e de lógica.
cheguei de bariloche. sem palavras. foda do começo ao fim. foda e não tem como descrever. foda, muito, mas muito, muito, muito foda. o único problema é que eu tive que voltar pra essa cidade feia, cheia de gente feia que acha que 8 graus de magrugada é frio.
acho que do começo ao fim, tudo aquilo nao foi nada além de um nada querendo ser um tudo.
e mesmo quando os meninos me batiam na hora do recreio na segunda série, eu não dedurava ninguém. e mesmo quando meu pai não me dava a boneca que eu queria, eu não fazia escândalo no meio da loja de brinquedos. e mesmo quando ninguém me escolhia pra ser do time de queimada, eu tentava entender que eu era gordinha e não corria muito. e mesmo quando eram horríveis comigo, eu sorria e perdoava sem que tivessem me pedido desculpas.
eu total respeito toda essa filhadaputagem.
então, eu to a 120943km por hora na estrada em direção ao abismo e eu sei que eu vou me foder. agora calma, sabe. muita calma. sofrer por antecipação de cu é rola. decidi que como eu não posso fazer nada, i´ll just keep it simple and enjoy the ride.
um dia eu vou me cansar de você e da sua arrogância. vou te bater e você sangrará arrogância.
assim que terminei de substituir o layout do metric por este aqui percebi que:
a verdade é que todo mundo é muito idiota.
eu tenho todo um senso de humor doentio e acho engraçado observar o quanto as pessoas gostam de enganar a si mesmas. odeio quando as consequencias dos meus erros não sou só eu quem sofre. queria acabar com essa história toda, mas não sei o que dizer ou fazer, e, mesmo se eu soubesse, provavelmente faria errado. the funny thing about me is that eu sou muito sincera até o momento em que eu preciso ser sincera. sempre fui insegura. horrivelmente insegura. minha insegurança could eat me alive. got it?
uma mentira não é menos mentira só porque você acredita que ela seja verdade.
"não tem nenhuma pergunta. por que eu to tentando achar a resposta?
cansei de fazer perguntas que não têm respostas.
eu faria um jogo desses, sabe?
fui à são paulo e reencontrei pessoas que eu não via faz uns dois anos. ai então vem uma amiga do meu pai dizendo claramente, e sem utilizar de nenhum eufemismo, que minha irmã sempre foi bonita, mas eu era feia e agora estava mais bonitinha.
olha só, meu próximo romance fracassado tem que ter um nome bem esdrúxulo. tipo wladervivirson.
no momento eu estou tão puta que é impossível me expressar de uma maneira inteligível. :)
mas eu não sou assim, viu. eu sou uma menina doce e romântica. eu choro no travesseiro escutando los hermanos.
é isso que você quer mesmo, gorda retardada?
eu tenho a capacidade enorme de botar a razão de lado e ser BURRA.
desisti de ser adorável. não leva a nada.
não existem elefantes voadores. e mesmo os que não são voadores eu não posso ter.
-sonhar nunca fez mal pra ninguém.
queria saber como eu faço pra PUTINHA da farmaceutica entender que eu tomo remédio controlado e que ela precisa liberar a porra antes que eu fique toda fodida de novo. QUERIDA, NEM NO BRASIL MEU PAI TÁ. e SIM, ele é o meu único responsável legal. NÃO TEM OUTRA PESSOA PRA ASSINAR ESSA MERDA DE PAPEL NÃO, MINHA FILHA. TO-DO MUNDO MORREU. MOR-RERAM, SACOU? já não paguei? já não te dei a receita? o remédio já não tá pronto? ENTÃO POR QUE, SUA ESCROTA, VOCÊ NÃO ME DÁ ELE LOGO? não quero saber se tem que ter autorização de não-sei-quem, não. SÓ QUERO SABER DA PORRA DO MEU REMÉDIO. É PEDIR MUITO?
meu maior sonho é ter noção das coisas. sabe? parar de falar as coisas erradas nas horas erradas e esse tipo de coisa.
ah sabe... alguns assuntos da minha vida realmente já deram o que tinham que dar. não sei como eu consigo insistir em algo que já tá fracassado faz tempo. odeio essa parte de mim que espera que as coisas dêem certo mesmo quando there´s no possibility de darem certo. eu sou uma otimista burra do caralho. fodeu, fodeu fodeu. tudo fodeu. FOOODEU. agora fodeu de verdade assim, bem fodido mesmo.
eu tenho todo um respeito por gente feia e escrota. porque sabe, se você é feio, existe toda uma pressão pra que você seja legal, humilde e prestativo. assim as pessoas vão lembrar de você como o feinho gente boa, aquele que está sempre por perto oferecendo um ombro amigo e um rosto feio para que você possa se sentir bem consigo mesmo nos momentos ruins da vida. e sempre vão pensar em você como "ah, o fulano... ele é bonito por dentro.". e sério, alguém falar que você é bonito por dentro é motivo pra chorar por três dias e se juntar a uma ong de proteção aos ursos pandas. triste, muito muito triste.
então a dança se calou em breves lampejos risíveis e o absurdo se pronunciou sobre os olhares de vidro.
após uma tempestade de gritos de cores
descobriu-se fosco,
torto e morto
e viu-se caindo e louco no abismo de melodias que aos poucos engolia seu corpo.
nunca,
porém,
chegou a ver os olhos do fim,
pois cuspiu rindo mil e um sonhos de bêbados serafins.
e a embriaguez se tornou realidade e as estrelas se desmancharam em um carnaval de fatalidades.
seu truque dissimulou o universo diverso em verso ao inverso.
sentiu falta do infinito e das noites de brilho.
e a tristeza o corroia tocando sádicas sinfonias.
E há lua.
A lua...
a lua continuva a chorar.
"presente" de aniversário feito para diego ângelo (e sobre o mesmo) em abril/maio de 2007 e preso em um caixa lunática por 2 anos.
09.03.09
walking disaster.
andava pelas ruas cegas do descaso.
e se apenas existir já era um desacato,
fazia de suas palavras tristes apostas tortas
que vendia para todos aqueles corpos mortos de
porta
em
porta.
e se lhe fosse sugerido
um pedaço amargo de uma hipótese,
sairia para dançar com a vertigem
e todos aqueles sons e cores desbotados.
e se, doente, já não podia
discernir entre o oposto e o errado,
assumia para si
todos as metanarrativas
dos ideais condicionados.
e se o inevitável ria em tons de contraste
decidiu deixar-se afogar às margens
de todos aqueles anseios e medos colecionados.
(...)
por ser abstrato,
quis caber
no silêncio
sem saber
que o silêncio
não cabia
em si.
o silêncio sim,
este era abstrato.
26.10.08
et si parfois l'on fait des confessions...
apenas um. existiu e se extinguiu.
nada produziu,
era apenas um pulso,
um pulso vazio.
não pertencia.
era um segredo.
31.07.08
os 5 lados.
uma
a
uma,
no labirinto de minuciosidades que, com os sentidos exaustos, eu vi se formando entre os espaços vazios
das minhas lembranças
já enrrugadas.
e sempre falta algo, não falta? o argumento, a conclusão, a perícia, a verificação.
os números.
mas a falta é quem possui todas as verdades
guardadas
em seus bolsos
amarrotados.
portanto,
falta
a
falta.
e naquelas horas havia uma arma nas minhas mãos que sangrava aquelas palavras aquelas loucuras e o sangue se espalhava no chão se tornando qualquer coisa inútil e eles me olhavam e não compreendiam e então eu ria porque também não compreendia e como compreender?
o que compreender?
eu r-e-p-i-t-o: não havia o que compreender.
e
minha eloquência é inevitavelmente demênte,
então p = q.
p = q.
06.12.07
sobre toda e qualquer relação humana.
então qualquer coisa que lembrava uma palavra invadiu o ar, querendo também invadir o que os aprisionava.
começaram a balbuciar sem parar. era aquilo, e não era aquilo, que procuravam.
tentaram fechar os olhos, querendo se esconder da súbita noção de que existiam, já que, naquela época,
nada era inteligível,
não havia o outro,
não havia o que olhar,
havia o nada.
havia sim aquela angústia que não era, ainda, angústia, por que, para que houvesse a angústia, dois alguéns seriam necessários: alguém pra definir, medir, padronizar e alguém para sentir.
-o que?
-a angústia.
tudo se deu em segundos.
assustados, mentiram sobre o que eram e por que eram.
porém, resolveram adiar a dor que, eles sabiam, espreitava nos sorrisos um do outro.
decidiram em segredo, então, que não mais eram,
mas que seriam.
e mesmo condenados pelo plural distorcido que carregavam, não soltaram as mãos nem pelo antigo e doce nada que antes os acariciava.
ora, eles se provaram certos diante de todo o universo: nunca foram, e não são.
abstrairam o agora e seus rastros. serão, pra sempre, aquilo que um dia será e, portanto,
aquilo que nunca
é
22.11.07
as faces do nada escorrendo por meus dedos.
não participarei disso. me abstenho, me abstrato, me abstraio.
não,
eu
não.
eu que não nasci fadada a ser medíocre, eu que não nasci programada a decorar respostas, eu que não sei rir de hipocrisia,
eu que não pertenço a essa merda.
eu que não pertenço a nada.
livre de seus julgamentos, eu digo que sim, eu sou melhor em pelo menos um bilhão de aspectos apenas por ser primeiramente melhor em um: não me acomodo em minha infelicidade.
não cultivo dores porém não controlo pesares.
não,
eu
não.
já cansei de inventar desculpas pra justificar minhas decepções e exaltar qualidade alheias que não existem.
ora, estamos todos doentes.
então me livro, agora, de toda a culpa, de toda a crítica.
me livro de vocês, me livro desse peso, desse medo.
me livro de
toda e qualquer solidariedade, me livro dos sentimentos e do discurso falho que há escondido nos meus olhos.
tenho apenas a mim a a fé no que sou.
sim,
eu sou,
sim.
passado o tempo de um suspiro, eu já faço questão de esquecer tudo que se deu por causa do meu encontro comigo mesma.
e eu poderia dizer que é assim mesmo,
que essas palavras nada mais são que um atestado de sanidade,
um atestado de vontade.
um atestado de vencida validade.
06.11.07
ali.
meus olhos tocam todo o silêncio do mundo quando percebo que não há tempo,
há m-o-v-i-m-e-n-t-o.
há essas luzes de concreto,
há esses escárnios do pulso,
há os versos do isolamento.
portanto, ainda cronometro mentiras e detalho hipóteses.
ainda tropeço, me despeço despedaçada.
ainda percebo, nesses passos desfocados, todos os permenores disfarçados de significados.
ainda sinto a densidade das palavras não ditas no vento que sussura ao meu ovido.
ainda penso em cubículos invisíveis, que diminuem e restringem.
padronizam e modificam.
me têm e me resignificam.
(...)
ainda quero ir pra onde se esconde toda e qualquer vontade.
21.10.07
desconstruindo clarice.
Ela não os olhou porque sua cara ficou voltada com serenidade para o nada.
Mas pela pressa com que a magoaram, soube que eles tinham mais medo do que ela. Tão assustados que já não estavam mais ali. Corriam. "Tinham medo que ela gritasse e as portas das casas uma por uma se abrissem", raciocinou, eles não sabiam que não se grita.
Ficou de pé, ouvindo com tranqüila loucura os sapatos deles em fuga. A calçada ou era oca, ou os sapatos eram ocos ou ela própria era oca. No oco dos sapatos deles ouvia atenta o medo dos dois. O som batia nítido nas lajes como se batessem à porta sem parar e ela esperasse que desistissem. Tão nítido na nudez da pedra que o sapateado não parecia distanciar-se: era ali a seus pés, com um sapateado de vitória. De pé, ela não tinha por onde se sustentar senão pelos ouvidos.
A sonoridade não esmorecia, o afastamento era-lhe transmitido por um apressado cada vez mais preciso de tacos. Os tacos não ecoavam mais na pedra, ecoavam no ar como castanholas cada vez mais delicadas. Depois percebeu que há muito não ouvia nenhum som.
E, trazidos de volta pela brisa, o silêncio e uma rua vazia.
..."
23.09.07
1994.
dói, pois nada sei sobre esse momento.
dói, pois nada sei sobre fé.
20.09.07
tout le monde est une drôle de persone.
Sua pesquisa - "quando irá chover em brasília, caralho?" - não encontrou nenhum documento correspondente.
Sugestões:
Certifique-se de que todas as palavras estejam escritas corretamente.
Tente palavras-chave diferentes.
Tente palavras-chave mais genéricas.
...
toda vez que eu me pego recriminando e achando graça da auto-estima-iludida alheia eu me pergunto: por que eu insito em querer ser uma psicóloga?
pra ter do que rir?
13.09.07
say hello.
porque sim, "hello, operator" deixou de ser apenas o nome de uma música pra mim e agora eu vejo algo além.
o telefone é antigo de próposito. tem todo um significado. então pensa ai sobre o assunto (ou não) e, se você achar que entendeu e quiser discutir o assunto comigo, fique à vontade.
sim.
fique à vontade.
fique à vontade pra guardar pra si mesmo, pois os comentários não estão funcionando.
hê.
editado: novo sistema de comentários no ar. (ACHO)
04.09.07
pf.
...meu mapa astral disse mesmo que a minha vida ia ser toda cheia de conflitos internos.
taí, achei todas as respostas para todos os meus problemas: eu nasci na hora errada. meu signo é leão, meu ascendente é libra e minha lua está em virgem.
os astros gritam: con-fli-to.
sim, é isso. tudo sempre foi uma espécie de sacanagem celestial.
de agora em diante, culparei o UNIVERSO e a alinhação FODIDA dos planetas do momento em que eu nasci.
me sinto melhor agora que encontrei A_resposta. :)
e obrigada pela atenção.
então.
ENTÃO.
ontem descobri que meu ascendente NÃO é libra, e sim escorpião.
percebam que nem culpar planetas e estrelas pelo meu desequilíbrio mental eu posso mais.
minha fé na astrologia, que já era meio falha, diga-se de passagem, agora está totalmente abalada. sempre me identifiquei com meu ascendente de modo que só gente que se empolga com astrologia poderia entender.
pf.
e outra: agora os astros não gritam apenas conflito; gritam CA-TÁS-TRO-FE.
e eu sou muito fodida e nem sabia.
22.08.07
...
e embora toda essa busca seja uma fuga, eu continuava, pateticamente, com meus braços assim, ao meu redor.
portanto alfinetei meus sentidos em um quadro e megulhei minhas vontades em fracos frascos de formol. tentei me dizer que eu precisava ver as partes para ver o todo, tente fingir que, separada de mim, eu me seria e, sendo, não haveria mais o porquê de ser e, consequêntemente, eu poderia simplesmente, maravilhosamente, já não ser.
e se já não bastasse eu ter colecionado a mim mesma como um suvenir de uma época distante, e se já não bastasse eu ter me despedaçado em pedaços abstratos, e se já não bastasse todo o medo que eu tinha de me abandonar, eis que me aparece você que, para o meu terror, me dissimulou como alguém que, para você, é e, então, pintou um quadro de alguém que supostamente era eu em tamanho natural, sorriu, chamou de arte e foi beber com os amigos.
mal sabe você o quanto essa sua mentira de tantas cores e de tão poucos significados foi capaz de destruir e ridicularizar tudo o que eu descobri, com tanta dor,
ser.
01.08.07
a ilusão de pertencer é o patrimônio dos idiotas.
uma música alegre na hora errada. alguém questionando a felicidade a 980 km/h.
uma cópia hipócrita, uma verdade profanada, uma vontade assassinada.
um sonho acrobata, uma luz profilática, um fracasso engraçado.
então a vida é beber a si mesmo de uma garrafa vazia.
é tocar a distância com as mãos.
é preferir olhar o ifinito a olhar o espetáculo.
é degustar o invisível que aos poucos te engasga.
é tragar sua alma e tranformá-la em fumaça.
então a vida é uma metáfora redundante sobre o nada.
é uma chuva de guarda-chuvas, uma queda no vácuo, um rosto deformado.
uma lembrança sobre o que nunca existiu, um buraco convidativo, uma paravra mal colocada.
um pé que não mente, um personagem sem enrredo, um engano.
uma estátua dançante, uma viajem sem destino, um livro de auto-ajuda em branco.
uma pisada em falso, um algo rasgado, uma mentira inquestionável.
a perfeição em todas as cores, os significados dissimulados, o fim recebido com mudos aplausos.
a melodia desgastada, o medo silenciado, o sentir manchado.
a fé cansada, as fraturas expostas, a beleza fugaz, os dentes afiados.
o obstáculo adorado, as certezas machucadas, o amor passado.
a insônia, a ansiedade, a merda.
então a vida é um ballet desagradável, um rápido vislúmbre do nada, uma chama vacilante.
uma decepção adorável, uma imagem distorcida, um vício cíclico.
uma promessa quebrada, um esgoto perolado, um clichê embrulhado para presente.
uma triste ânsia pelo que não está lá, uma arma que dispara pensamentos sem cesar.
uma inanição de si mesmo, uma dança bêbada que celebra a indiferença.
uma equação para dividir o já dividido, um beijo amargo de uma máscara atrofiada.
então a vida é apenas um palco dentre mil palcos expostos em um circo.
e a decadência se mistura com a risada enquanto as maquiagens escorrem como lágrimas.
e as dores que o mágico, sorrindo indescentemente, retira de sua cartola, invadem o ambiente
gritando charadas.
e as facas são atiradas para todos os lados, abrindo buracos no vazio já despedaçado.
então há o irreparável,
então há o vento, manuseável,
então há o pensamento, perecível, descartável.
então
e então e então e então e então e então
e então o show tem que continuar, da maneira como as coisas continuam,
assim, belamente insolentes, impróprias, fracas.
mortas.
minha inspiração já nem existe mais devido a todos os acordos que eu insisti em fazer comigo mesma.
não, não vou pedir desculpas pela repetição do conteúdo e muito menos pelos clichês. vou exceder em ser eu mesma.
beijos.
27.06.07
fenomenologia fingida.
o relativismo exarcebado, que quando em mim, sempre foi tão criticado, agora tornou-se, em outros rostos, constantes de uma fórmula louca e exata.
com medo eu percebo: as certezas se tornaram as máscaras.
10.05.07
realidade b.
então por que você, ai do alto da sua ignorância indiferente, insiste em concordar comigo?
23.04.07
slave to the superego.
esse mundo, esse copo, esse sorriso.
por que viver achando que tudo é assim, tão cheio de significados?
19.03.07
ersatz.
deseja ter tudo e todos e saber e entender e ser e conseguir ver?
além?
mas e depois?
já eu tive medo de me tornar aquilo que mais odiava.
depois entendi o ódio,
amei o ódio,
me tornei o ódio
e não o que odiava.
melhor teria sido odiar a mim mesma, pois ao me tranformar em algo tão fraco, tão medíocre, fraca e medíocre eu me tornei.
porém, alguém me estendeu a mão;
eu me estendi a mão.
me matei, me revivi, me chorei,
me venci.
peguei meu lenço bordado com amores passados, subi em um navio qualquer e acenei pra um ninguém que chorava no porto.
todos os outros ninguéns eu levei na mala, presos em fotos amareladas e manchadas de mil dedos que as manusearam.
únicas lembranças de dias preciosos de mais para serem deixados para trás.
meus ninguéns tão belos, todos tão grandes.
exibem, ainda, sorrisos sinceros sobre os sonhos que um dia tiveram.
seus tristes olhos brilhantes mentem, com impressionável, entretanto não suficiênte determinação, sobre todas as coisas que lhes causaram, um dia, irremediável, horrível, dolorosa decepção.
e sobre os esgotos, e sobre o lamentável, e sobre a apatia, e sobre a perda, e sobre o desprezível, e sobre a crueldade, e sobre as lágrimas, e sobre os vícios, e sobre o dito cômico, irônico, e sobre as feridas, e sobre o desprezo, e sobre os soluços de medo, e sobre eles mesmos,
pedaços mal recortados de dor e felicidade sem aparente significado.
um dia odiei.
um dia tive medo.
um dia eu achei que me tornaria aquilo que mais odiava.
hoje eu colheciono doces ninguéns.
são partes de mim,
seus significados foram estudados, inventados.
mas e você? por medo de se odiar você deseja ser aquilo que mais ama?
talvez você já não seja?
aquilo que você mais ama?
então me conta, quais partes de você não é
você?
e o que você queria ser, que não você?
esse seu você não pode crescer?
você desistiu, enfim, de você?
...
seja qualquer outra coisa, então.
todos são livres para se perder ou se vender.
mas, por favor, mande pra mim todos os seus significados, todos os seus ninguéns.
...tudo aquilo que você hoje despreza, tudo aquilo que você não mais quer.
compro por qualquer preço.
sou devota da minha admiração e apaixona pelo estudo de tudo aquilo que, um dia, foi parte essêncial de um
alguém.
esse post tá estranho, eu sei.
26.02.06
colecionadores de infortúnios.
(ilusão. quem não ama uma ilusão?)
ora, negar a felicidade também é, de certa forma, uma felicidade.
e uma dor.
e um novo curativo.
uma nova ilusão.
só mais um jeito de esconder o que não está lá.
23.12.06
matem o cantor e chamem o garçon, por favor.
ignorei-o educadamente.
não havia, e eu muito me desculpo, lugar algum pra ser ocupado.
enfim, férias.
valeu ai, até mais ver.
26.11.06
say what you will, but get in or get out.
uhul.
será que sou apenas eu que desconfia fortemente que a maior parte das pessoas simplesmente não quer receber ajuda alguma?
acho que, às vezes, para o ser humano, o divertido mesmo é colocar sua própria dor em um pedestal de ouro e ficar por ai, achando que seus sentimentos valem mais do que os dos outros.
assim, como uma pertubada competição de quem sofre mais cujos distorcíveis e subjetivos critérios de avaliação são totalmente desconhecidos por mim.
seus cigarros acabaram? 10 pontos. sua família inteira morreu? 1209 pontos. você pegou aids do seu tio arnoldo, que é banguela e tem um pinto meio verde? um... 401 pontos.
(...)
conclusão número um : nunca serei uma boa psicóloga clínica.
não, nunca entenderei o ser humano e nem como ele funciona e, na verdade, tenho muitomedo de entender.
conclusão número dois: a humanidade é uma gorda frígida que habita um mundo de guerra de egos e loucuras.
conclusão número três: perdi a habilidade de escrever.
enfim, sejamos todos muito felizes dentro de nossos respectivos supostos distúrbios e realidades fabricadas. :)
24.11.06
oh, what a dizzy dance.
passei a realmente acreditar ( ou a achar que acredito) quase que completamente em astrologia.
juro.
16.11.06
existência sadia, podre e incômoda, subjetividade e indiferença.
qualquer outra coisa, não é?
veja bem: a subjetividade é algo assim, maravilhoso.
sua obra de arte mal acabada, sua atuação decadente, suas atitudes ridículas, suas palavras trêmulas e incertas, seus sentimentos de auto-depreciação constantes e mortalmente entediantes.
considero eu que fazem parte de um ridículo, porém lindo, conjunto atemporal de fatores e estímulos e respostas e hambientes que é simplesmente perfeito.
é, eu disse, perfeito.
perfeito, perfeito
perfeito.
garanto, eu repetiria mil vezes.
perfeito,
simplemente, inubitavelmente.
ora,
perfeito.
com bater de palmas eu te prestigiaria. flores anônimamente eu mandaria.
não faço, contudo, parte de sua platéia meio burra, meio cega, meio surda.
te assisto dos bastidores enquanto você, sozinho no palco, dança em cacos de vidro, vestido de trapos de ouro doados.
sua maquiagem borrada, suas falas não decoradas.
algumas das luzes estão queimadas; as cortinas, meio rasgadas.
e eu não conseguiria, jamais, nem mesmo dentro das hipóteses mais inusitadas, desprezar algo assim,
tão belamente,
tão incrivelmente,
perfeitamente,
extraordinariamente,
ridiculamente,
podremente,
desprezível.
que graça haveria?
que riso eu forjaria?
que argumentos eu teria?
não, me desculpe.
não consigo.
não vejo, infelizmente, nada cômico na sua triste pessoa.
não, não me reduzo ao seu comum.
fique à vontade para ser patético,
sempre.
já que seria eu, e todos temos consciência disto, a última a lhe estender a mão, não ousaria ir contra a minha lógica, minha moral inventada;
fique tranqüilo, pois serei, também, a última a rir de sua desgraça.
08.11.06
clown of eternity.
não é bom, nem mesmo ruim.
é só como as coisas parecem ser.
pense muito,
pense intensamente,
pense pouco,
pense o tempo todo,
pense de novo,
há. pensou errado.
pf.
04.11.06
the in between.
2002, ano igualmente entediante, teve, pelo menos, a dignidade de ser trágico.
24.10.06
go tell the king that the sky is falling in when it´s not, maybe it´s not.
seria minha, essa falta de noção?
seria sua?
não há noção?
não há você?
então, não há o que entender?
não é assim. não,
não.
o que não há é algo que me obrigue a descrever o que sinto, por quê sinto, com quem sinto.
o que acho, minha lógica, minha falta de lógica.
pré suposições são divertidas,
pretas e brancas,
falidas.
julgue sempre,
ju
lgue o tempo todo,
ora,
por que não?
invente pra mim,
por favor, uma estória tragicômica sobre qualquer coisa que nunca deu certo, mas, talvez, poderia ter dado.
e sobre o que poderia ter acontecido se o que nunca aconteceu tivesse acontecido.
e sobre o irreal que, para meu encanto e mais profundo desespero,
rege tudo o que você fala,
sente,
pensa.
e sobre quando nós dois nunca atravessamos os sete máres em uma máquina suportada por três anjos viciados em heroína, lutando contra piratas e sereias más e criaturas do submundo crstão, à procura do livro da vida, da morte e do sexo selvagem, à fim de salvar o mundo do terrível domínio dos vampiros galáticos.
e sobre quando nós nunca demos um golpe internacional e fomos, por glamurosos
dois dias e meio, decadentes
imperadores cafetões
de um mundo que exportava mulheres
aladas mágicas
para júpiter em troca de vodka barata e aparelhos que aumentavam o comprimento de nossos aparelhos digitáis.
e sobre como eu nunca fui uma feiticeira louca e pervetida que, apenas para causar extremo
sofrimento, entrava em seus mais bonitos sonhos e te perseguia com minha espada azul flamejante de fogo, lhe decapitava a cabeça e me banhava com seu sangue sagrado de príncipe de tudo que é bom e nobre.
e de quando eu nunca fiz pra você nenhuma poção das trevas que te deixou cego, surdo e mudo e, mesmo assim, você, sozinho, por amor e devoção, sem seus sentidos lutou sozinho contra todas as estrelas do universo, apenas armado de uma gaita desafinada
e um unicórino homossexual, pra me salvar, pra me levar de volta ao reino dos flashes de luzes monocromáticas, para me pedir em casamento e passar lua-de-mel em florianópolis e ter comigo 7 filhos que, de noite, se tranformam em notas musicais.
e de quando você nunca achou nenhuma garrafa no deserto de marte, de ond
e não sairam mil gênios traficantes de poeira azul-celéste que lhe concederam o desejo de ser e ter tudo o que você sempre quis mas, por arrogancia e incapacidade, sempre renegou e, assim, pode ser igual a todo mundo. e vestir as mesmas roupas. e falar sobre os mesmos assuntos. e ser confortavelmente medíocre.
vamos, continue. finja que a realidade não existe. ignore-a, menospreze-a.
mas, seja gentil e me
deixe sair desse mundo no qual você me aprisionou assim, na mais alta torre, onde ninguém pode me ver,
de um jeito tão digno de um belo livro de faz-de-contas.
por favor, eu tenho meu próprio mundo de fantasias obscenas, minha própria irrealidade, meu próprio abismo,
meu arco-íris de quatro cores,
meu céu de cinzas,
meu limbo de areia,
meu inferno de pessoas.
tenho minha tripulação viking para comandar,
meu príncipe-sapo encantado que nunca veio me salvar,
meu tesouro amaldiçoado para encontrar,
meu castelo-puteiro feito de ar.
me deixa sair. me deixa voltar para o meu próprio fundo do poço.
encontre outra vilã, outra bruxa má.
não tenho vassoura, não tenho caldeirão, não tenho varinha de condão, não,
não.
declaro-me consciêntemente insuficiênte e irremediavelmente indiferente. apenas mais um nada complexo resultado de experiências e mundos e vidas e pessoas que não valeram a pena.
mais um,
menos um,
agora,
depois,
antes.
outro,
este,
aquele.
de novo,
de novo e de novo
mais uma
milésima vez.
você
nunca
eu
sempre
você nunca se cansa?
ora, na verdade,
pelo menos na
minha verdade,
a verdade
não
importa.
entenda, você procura o final feliz,
eu procuro não ter final algum.
você procura, e talvez vá encontrar.
me deixe em paz,
você não vê?
eu procuro o que não está lá.
a raiva me deixa 90% menos habilitada a escrever.
este texto ridículo é prova disto.
16.10.06
too many lights out.
minha farsa.
sua amiga, minha amiga,
nossa
ferida.
(nossa vida.)
10.10.06
e, assim como o resto das coisas finitas, o seu destino é durar
além de todo fim possível.
portanto eu
não
sei.
quantidade infinita, ou incontável, ou invisível.
continuem com suas idéias, sentimentos, crenças ou apenas
se agarem à vontade de controlar qualquer coisa.
fico aqui
parada, pra mim isso tudo soa como um
terrível
e
idiota
erro de categoria.
peguem suas réguas, seus
termômetros, bariômetros, calendários.
façam contas,
tirem
fotos,
escreva textos,
ora, já que insistem tanto,
apontem-me,
por favor,
suas
soluções.
não entendo o processo, não entendo as razões, não entendo as finalidades, suas utilidades,
suas v-o-n-t-a-d-e-s.
mas não importa, de verdade.
não importa,
eu não importo.
então sim, claro, por que não?
juntem seus números, suas verdades,
com eles talvez construiremos edifícios, ruas, parques, castelos, árvores, mares, sonhos, vidas, dias, sóis.
quanto mais alto, melhor.
quanto maior, melhor.
quanto mais impossível, melhor.
quanto melhor,
melhor?
(...)
entendam, eu fico mais confortável, quando, nas embalagens amassadas dos meus sentimentos, é possível ler, em letras pequenas, tortas e
quase
inteligíveis, uma advertência triste sobre a imensurabilidade das únicas coisas que parecem (quase) fazer sentido.
"não existem níveis seguros para consumo desta sustância."
17.09.06
it´s not the end for me.
ser patético é uma arte.
amamos a perfeição
amamos a insatisfação.
vivemos no pretérito imperfeito de nós mesmos.
o que teria e o que poderia ter acontecido
é sempre melhor do que está feito e acontecendo.
gostamos de perguntas que não tem respostas.
somos sempre quem não gostamos de ser.
nossos sonhos estão sempre escorregando por nossos dedos.
procuramos objetivos que não consiguiremos alcançar.
fazemos promessas que não pretendemos comprir.
odiamos o agora e tudo aquilo que ele representa.
tentamos achar de quem é a culpa.
acreditamos em mentiras por não saber lidar com as verdades.
podemos ter tudo, mesmo assim, não temos nada...
vivemos em um mundo de faz-de-conta.
estamos sempre procurando por nosso próximo último romance.
e o espelho reflete constante decepção.
nosso passado parece tão brilhante.
sonhamos com possibilidades.
para tudo aquilo que não conseguimos,
para tudo aquilo em que fracassamos,
sempre haverá uma lembrança triste
do que poderia ter sido.
escrevi esse texto a uns dois anos atrás. hahaha
burro e patético.
é algo que sempre esteve presente em mim.
ser burra e patética.
burra e patética.
mais patética do que burra,
mais burra que patética.
sempre,
porém,
fui muito pa-té-ti-ca.
e isso você não pode tirar de mim.
a doce alegria burra de ser assim,
tão patética.
pa-té-ti-ca.
28.08.06
my thoughts were so loud i couldn´t hear my mouth.
seria este um sinal de egocentrismo?
... ou seria apenas desespero,
puro
e
simples?
21.08.06
you´re no good at pretending.
e depois
se
fode. :)
sinto saudades de quando negar era mais fácil que aceitar.
sabem, é tudo muito engraçado e, por outro lado, irritante.
homericamente irritante.
mas o que fazer?
nada, não há nada a se fazer.
então, vamos lá.
no dia mais quente e nojentamente seco do ano, vou sorrir, vestir minha capa de chuva, calçar botas de borracha furadas, ascender um cigarro sem filtro, me dirigir à estrada que leva à puta-que-pariu e seguir dançando uma música de dois acordes, melodia esquisita e notas desafinadas, em uma boba demonstração de felicidade fingida e indiferença fabricada, em uma incrível homenagem à arte de se condicionar a não sentir nada e ter fé nas mentiras que te tranformaram no que você hoje é.
vou, mas vou sozinha.
apenas eu vejo a estrada,
apenas eu ouço a música.
e é uma bonita estrada,
e é uma bonita música.
15.08.06
i get older, i get bitter.
.
arco-íris em preto e branco.
pornografia amadora de circo de horrores.
triste cerveja sem álcool, amarga, burra,
chorando amarelo-dourado.
sentimentos à venda.
joely, am i ugly?
quero meu troco em pessoas.
aproveita e substitui pra mim dois de cinco por um de dez, dois de dez por um de vinte.
sempre o mesmo, sempre igual, mas, mesmo assim,
moço, onde é que eu assino?
flertando com o desastre.
pés imaginários.
e no corredor de hipóteses,
portas fechadas e janelas trancadas.
arquipélago bizantino zona de comércio delimitado pela onu como desastre ecológico, sexual e social, dinamisno periódico sociológico pendularista japonês, sistema fechado de diretrizes opostas ao centro da parábola invertida refletindo a situação econômica de 1946, átomo de carbono ligado à duas cetonas, trico-minha-vagina-terminação-metil-do-caralho-a-quatro. é, sim, amigo, concordo.
mas como é mesmo o seu nome?
você me diz " vamos ser amigos"
e eu escuto " eu tenho fimose."
sonhos são atestado de burrice.
who needs love when you´ve got a gun?
só os maníacos-obsessivos é que são felizes.
omitir fatos, mentir, trair e fazer piadas relacionadas ao seu sistema excretor é o meu jeito especial de dizer " eu te amo".
imaginação versus religião,
saúde versus diversão,
dor versus negação.
dei a ele cigarros apaixonados. tomou coragem de se misturar com a fumaça, disse adeus e reduziu meu coração à cinzas.
choro todas as noites desde então.
entendam, foi um triste desperdício de cigarros.
suas festas servem
mentiras feitas de açucar.
seus sorrisos vendem ilusão como virgens putas comemoram o dia internacional da castração.
os
postes da cidade tranformaram todos os meus segredos em mariposas.
convenção de dias chuvosos onde se discute o não-sentimento de não sentir absolutamente nada
em dias chuvosos.
diga a seus olhos para
pararem de me odiar
já que eu não consigo mandar minha boca parar de falar.
01.08.06
foolish line.
e, só pra constar:
a pessoa que queria pagar de sábia e disse que não se podia fugir de seus próprios problemas era, com certeza, pobre e acomodada.
27.07.06
she´s a maniac, maaniac.
eu não entendo como as pessoas juram que eu escrevo sobre elas/para elas/por causa delas aqui.
abraço apertado para todos vocês que se enquadram nesse perfil e, vejam bem, no dia que eu quiser falar algo para vocês, pode deixar que eu os procurarei e me expressarei claramente.
não mando recadinhos/indiretas/etc por aqui.
mesmo por que acho isso meio triste e patético.
sim, sou egocêntrica e absolutamente todas as letras, frases e parágrafos aqui neste blog contidos referem-se 'a mim.
foram escritas por mim, para mim, sobre mim, por causa de mim.
e tem mais, raramente coloco algum texto aqui que eu tenha escrito no mesmo dia/época que essa datinha ai em cima diz.
antes de escrever qualquer coisa sobre alguma situação pela qual eu tenha passado, procuro primeiramente resolver tudo com os seres humanos envolvidos.
existem, para o fato citado àcima, duas exceções, lógico.
uma delas foi quando eu estava puta e impulsivamente escrevi algumas ofensas que eu não podia, por motivos geográficos, falar diretamente.
este ocorrido foi resolvido na mesma hora, pois o ser humano, sabe-se lá como, lia isso aqui.
na outra eu mesma mandei ( acabando com todo o meu adorável orgulho e depois de anos) a pessoa ler vários dos posts com o propósito de ela enteder direito o que eu estava tentando comunicar à ela a tempos. mas entendam, fiz isso por que ela simplesmente não entendia porra nenhuma do que eu falava.
e eu falei várias vezes,
com t-o-d-a-s as letras.
mas não, ela não entendia.
...enfim, era triste.
voltando ao assunto, achei, de verdade, que não teria que explicar tudo isso. achei que era óbvio. mas fiquei sabendo de alguns mal entendidos recentemente que resultaram em certos problemas para terceiros.
por mais desesperador e, mais tarde, engraçado que tenha me parecido, eu não quero ficar causando por ai sem nem saber.
sério, se você por acaso acha, por causa de algo que você tenha lido aqui, que eu te odeio/amo/acho idiota/quero te matar/quero dar pra você, por favor, me ligue, me mande um e-mail, me adicione no msn, no orkut ou me ache na rua.
eu juro que sou legal e vou te explicar o que é verdade e o que não é dentro da minha realidade e, assim, poderemos todos nos dar as mãos, sorrir e cantar e parar de encher meu saco com mal entendidos.
acreditem em mim, por que eu sinceramente não to a fim de ficar prejudicando, de nenhuma forma equívocada e nerd, a felicidade alheia não.
dá muito trabalho.
eu sou gordinha e comodista; não gosto de coisas que dêem trabalho.
ok?
beijinhos.
25.07.06
i don´t wanna shine, the light will make us blind.
... mas
pra que enfeitar o guarda-roupas?
pra que, caralho, enfeitar qualquer-coisa?
23.07.06
i don´t wanna rock, dj.
09.07.06
coffee black and red wine.
que todos nós sempre possamos tirar nossas conclusões idiotas, acreditar piamente em incertezas, amar o detestável, mentir para nós mesmos, dissimular idéias, negar o óbvio,
sofrer,
ridicularizar qualquer coisa que temamos, errar e, principalmente, nos fodermos profunda e irremediavelmente.
o que eu desejo pra mim e para qualquer um é
qualquer coisa que lembre,
mesmo que dolorosa e
vagamente,
o que é viver,
(o que é
sentir.)
13.06.06
suit yourself.
" e daí?" - você me perguntaria.
e com o silêncio eu te responderia que, ora, daí nada.
daí nada.
nada, entende?
nada. :)
31.05.06
shake it like a polaroid picture.
sim.
vamos todos tirar o dia pra sentar em uma mesa de um bar qualquer, beber uma cerveja e simplesmente discutir todos os meus detalhes ridículos, minha falta de beleza, meu cabelo esquisito e meu passado vergonhoso.
(...)
eu sou quem eu sou, sabe.
não há absolutamente nada que eu possa fazer.
entendam, já cansei de inventar desculpas.
poxa, se não gosta de mim,
então não fala comigo.
pra que ficar me machucando assim?
28.05.06
if you wanna change the way i look at you.
eu poderia gritar, não poderia?
mil perguntas pra nenhuma resposta.
eu posso dançar,
sim,
eu posso.
ninguém me olha, não,
não.
milhões de quilometros de distancia e eu ainda me pergunto se você vai estar lá.
não, não vai, mas eu prefiro achar que sim.
meus sonhos são mais bonitos quando eu acho que sim,
sim.
e o que ela acha quando me vê assim, sorrindo para ninguém?
ninguém.
eu sou tão bobinha e eu gosto de ser assim,
bobinha.
um problema ainda é um problema se não tem nenhuma solução?
e você gosta de ser mais um dos meus problemas?
problema?
acho que não,
não.
que mentira bonita.
suas mentiras são todas muito bonitas.
bonitas.
eu não gosto desse seu joguinho.
brincar que eu não existo e que tudo é tão assim,
fácil de entender.
eu existo, sei que existo.
nada é tão óbvio,
eu juro.
juro.
nada é assim, tão óbvio.
eu não gosto de ser assim, tão explícita.
você nem sabe que eu sou assim,
explícita.
queria voltar no tempo, mas não, não dá.
sabe, é impossível.
nao dá.
quantas pessoas gostariam de voltar no tempo e fazer tudo de um jeito diferente?
milhões, talvez.
mas eu prefiro achar que sou só eu.
gosto de fingir que sou especial e que sou só eu.
mas não,
não sou especial,
sou só mais uma.
mais uma.
sabe, não tenho muito o que falar.
sua indiferença é algo assim,
indescritível.
você não se orgulha de ser tão assim,
indescritível?
o que vocÊ acha de ser assim, tão
indescritível?
indescritível?
16.04.06
it's the faces in the sand.
tomou mais um gole do chopp de péssima qualidade, olhou para o celular.
não,
ele não vai ligar.
seus amigos conversavam sobre alguma besteira qualquer.
algum filme de algum país no qual ela nunca esteve.
alguma música de alguma banda que ela não conhecia.
alguém que tinha feito algo, alguém para quem ela não tinha sido apresentada.
e enquanto todos riam, ela chamou a atenção do garçon.
" amigo,
me vê uma dose de qualquer coisa.
qualquer coisa que me encha.
uma dose de alguém que não liga para aonde eu estou.
com quem eu estou.
uma dose de reciprocidade,
com gelo, por favor.
uma dose de anestesia.
uma dose de mentiras.
aproveita e traz também uma porção de ilusões,
desconhecidos conhecidos acabaram com as que eu tinha.
quanto custa a tequila?
ótimo, então traz umas 4,
que eu vou beber sem limão e sem sal.
as vezes é preciso reconhecer o real gosto das coisas.
mas, amigo, talvez eu nem tenha dinheiro pra tudo isso.
se meu cartão não cobrir tudo, pendura no nome de alguém,
alguém que se importe.
eu sei que eu não me importo.
e a saidera?
ah, me vê ai,
uma dose
de qualquer coisa que pareça fazer sentido.
e depois,
depois traz a conta.
que tá ficando tarde, eu tenho que ir embora."
então, tirou os sapatos que machucavam, deu três beijinhos em cada pessoa sentada à mesa.
prometeu sair de novo, prometeu ir no dia x à festa x.
prometeu que apareceria, que ligaria, que haveria uma próxima vez.
naquele momento, para poder se livrar de tudo aquilo, de todos aqueles sorrisos, prometeria a lua, as estrelas, o sol.
foi andando devagar e descalça para seu carro.
estava tonta,
ascendeu um cigarro.
começou a chover.
alguém tinha arranhado a lataria.
um ou dois pneus estavam meio murchos.
não havia nenhuma ligação não atendida no celular.
não tinha certeza de como faria para chegar em casa.
as gotas de água manchavam sua maquiagem.
esboçou um sorriso,
olhou para o céu.
lia achava que sentia de mais.
10.04.06
i´m dancing with myself, uô-ô.
desculpa, esqueci como acabavam todas as piadas que eu costumava saber.
ok, talvez eu não tenha esquecido.
talvez eu apenas ache que sua risada vai invadir o ambiente, de alguma forma desgraçando-o, e me machucar como mil facas não conseguiriam machucar.
não tenho nenhuma novidade.
sim, o tempo c-o-n-t-i-n-u-a o mesmo.
não quero falar sobre as bandas que eu ando escutando. você não se interessaria.
os filmes que ví são fodas, mas estou meio sem paciência pra dar uma de crítica agora.
cortei meu cabelo, mas isso não rende uma conversa.
ou, pelo menos, não rende uma conversa que você vá apreciar.
aliás, não sei direito o que você aprecia.
mas não, nem começa.
entenda, na verdade, eu não quero saber.
talvez eu tenha feito várias coisas no final de semana.
e talvez não, também.
talvez eu tenha apenas ficado em casa, vendo tevê e fazendo o que você chama de "disperdiçar a vida".
mas enfim, não importa,
não vou te contar.
minha irmã vai bem.
acho.
é, eu acho bonito quando a chuva vai caindo de noite sobre poças dágua e as luzes ficam tremendo, sabe? me dá toda uma sensação inexplicável de que nada realmente importa tanto assim. como se essa imagem, tão comicamente cotidiana, fosse um pequeno e rápido vislúmbre do o_quadro_maior_das_coisas, sabe?
o_quadro_maior, o todo, a complexidade infinieta do mundo sobre a qual ninguém tem realmente noção.
mas você nunca deve ter prestado atenção nesse tipo de coisa, então, não, não vamos forçar uma interação usando esse assunto como tema.
aliás, não vamos forçar interação nenhuma, ok?
ora, vamos todos aceitar o silêncio.
não, não insita.
por favor, me deixa aqui, sorrindo pra essa maravilhosa falta de vontade de querer me comunicar.
me deixa procurar respostas nos ângulos dos objetos.
me deixa discutir fervorzemnte comigo mesma sobre algo sem absolutamente nenhuma importância.
me deixa imaginar toda a vida daquela pessoa que passou e não me viu.
me deixa adivinhar o que há dentro daquela caixa daquela menina.
me deixa fingir um flerte com aquele garoto que nunca falou comigo.
me deixa ser arogânte e acreditar que ninguém vai me acressentar nada neste momento.
me deixa brincar de pisar em um quadrado no chão e no outro quadrado não. pisar em um sim, no outro não, em um sim, naquele não, nesse sim, nesse não. opa, nesse também não.
me deixa construir toda uma realidade hipotética, aonde eu não cometi nenhum dos meus erros, tudo deu certo, eu estou feliz pra caralho e meus cadarços nunca ficam desamarrados.
me deixa planejar mil respostas pra perguntas que eu sei que nunca vão me fazer.
me deixa sonhar sobre meu próximo romance fracassado. o primeiro encontro, os sorrisos, os beijos, as frases sussuradas, o conflito, o fim, a merda.
me deixa escrever uma música que eu nunca vou terminar, uma música que ninguém vai cantar.
me deixa ficar naquele lugar foda dentro de mim, aonde eu posso fazer o que eu quero fazer, falar o que eu quiser, pular, gritar, matar e, ainda sim, ser amada por todo mundo.
(...)
ah, vai, me deixa.
me deixa,
porque hoje eu só estou pra mim mesma.
08.04.06
no matters how deeply you believe it; it is still a big fat lie, johny.
de onde surgiram todas as convicções das pessoas? como elas acham tão fácil acreditar em certas coisa? como elas fazem pra desprezar tão certamente qualquer coisa? por que todo mundo sempre consegue alegar coisas assim, com tanta paixão? elas nunca duvidam? nunca se tentam a pensar que, ora puxa vida, talvez nada disso esteja certo, talvez nada disso faça o menor sentido?
sou só eu que não sei de nada?
eu faltei a escola no dia que eles ensinaram a ter certezas?
existem muitas " verdades".
e é preciso sempre escolher um lado? eu não posso ficar aqui, maravilhosamente e confortavelmente em cima do muro, vendo os dois lados e simplesmente não concordando com nenhum? meu senso crítico veio com defeito e com a tendência irritante de sempre achar que nada é tão óbvio? é preciso estabelecer o que eu tenho certeza e formar minha opinião sobre tudo? será que, secretamente, todos me recriminam por não defender nenhuma... "causa"?
eu sou simplesmente muito comodista pra não me envolver realmente com nada?
eu funciono assim: dependendo do meu humor e estado de espírito, eu quero mudar o mundo, virar budista, acabar com as guerras, com a fome e com a exclusão social, defender as focas em extinção, fundar um partido, casar, trabalhar, ter filhos e um cachorro chamado xoxotinha-guevara.
então, em um tempo inacreditavelmente curto, eu mudo minha opinião e, do nada, eu quero mais é ganhar dinheiro em cima de proletariados infelizes, viajar o mundo, rir de gente fazendo passeatas contra o aumento das passagens de ônibus, matar todos os evangélicos do mundo e terminar minha vida tomando água de cocô geneticamente modificada para já vir com alcóol, em uma rede de ouro costurada por menores virgens exploradas de algum país de terceiro mundo, sendo atendida por várias bixinhas semi-nuas e sem nenhuma dignidade e amor-próprio.
as vezes também eu só quero sentar, ver tevê e não ter absolutamente nenhuma perspectiva para os próximos 5 minutos da minha vida.
nem para os próximos 5 anos.
nem para nunca.
mas não, não me entendam mal. não se trata de hipocrisia.
se trata de uma confusão de idéias em conjunção com uma incrível volutabilidade.
e po, é triste ser assim. eu escuto uma música e então eu estou feliz que você foi embora, por que, pensando bem, eu nem gostava tanto assim de você.
três minutos depois a música acaba, eu olho pra janela e me convenço que eu te amo, que eu não vou viver sem você, que quero você desesperadamente de volta.
meu mapa astral disse mesmo que a minha vida ia ser toda cheia de conflitos internos.
taí, achei todas as respostas para todos os meus problemas: eu nasci na hora errada. meu signo é leão, meu ascendente é libra e minha lua está em virgem.
os astros gritam: con-fli-to.
sim, é isso. tudo sempre foi uma espécie de sacanagem celestial.
de agora em diante, culparei o UNIVERSO e a alinhação FODIDA dos planetas do momento em que eu nasci.
me sinto melhor agora que encontrei A_resposta. :)
e obrigada pela atenção.
(detalhe: eu nem tenho tanta certeza assim se eu acredito ou não em astrologia. quer dizer, quem me garante que não é tudo uma invenção idiota pra gente idiota, como eu, acreditar, se identificar com mentirinhas e se sentir feliz? é uma alieação, assim como a igreja católica. é mais sutil, mas PORÉM...)
enfim.
02.04.06
buy me another drink, you´re still ugly.
estou longe de ser a mais bonita.
não tenho tanta atitude assim.
eu sou meio gordinha, minha pele não é a mais bem cuidada.
meu cabelo é meio estranho, minhas unhas nunca estão bem feitas.
eu não sei tudo sobre tudo, não tenho sempre a melhor resposta.
não sei o que dizer e muito menos o que fazer.
minhas simpatia deixa a desejar.
extrovertida é algo que eu sempre desejei ser.
disperdiço todas as oportunidades, sou meio bobona, meio lerda.
fêdo a cigarro, vício que pateticamente adquiri por ser assim, meio ansiosa e influenciavel de mais.
acho que eu não sou tão legal quanto todos esperam que eu seja. não sou engraçada, nem meiga, nem bonitinha, nem exótica.
não conheço todas as músicas da última moda.
minhas roupas não são tão estilosas assim.
nunca tive 1001 amigos. não te desejo bom dia, quase nunca demonstro paixão por nada.
minha baixa auto estima não vai deixar você me amar, meu orgulho não me deixa eu me entregar. meus olhos nunca brilham, eu não sei te fazer feliz.
aparento ser misteriosa até eu ficar bêbada e te deixar entediado falando sobre tudo o que eu acho sobre todas as coisas sobre as quais você está andando e cagando.
nunca consegui fazer ninguém parar de chorar.
sou sinceramente inconveniênte, provavelmnte vou falar algo na hora errada, no lugar errado.
passo na rua e finjo que não te vejo; pura timidez.
meu abraço não deve ser tão caloroso, meu beijo não deve deixar ninguém tonto.
as poesias que escreveram sobre mim são as mais toscas do mundo.
eu não sou especial.
não tenho disposição pra ser a melhor e nem coragem de ser a pior; sou, no máximo, medíocre em tudo o que faço.
resumindo, nem eu mesma aprecio minha compania.
eu me deixo entediada. sou sem graça, sem sal.
sou sem o que você precisa pra gostar de mim.
mas eu to aqui, fazendo o meu melhor pra não estragar nada, pra não passar a impressão errada.
pode não ser o bastante, sei que não é o necessário.
mas é, honestamente, tudo o que eu tenho pra te dar.
se você quiser, me chama pra tomar uma cerveja, conversar sobre qualquer coisa que te faz sentar na beirada da cadeira ou chorar sozinho.
não vou saber o que te dizer, nem como agir. e vai parecer que não, mas eu vou estar ouvindo.
e se você quiser alguém que te abraçe e passe a mão na sua cabeça, eu vou tentar estar lá.
porque é, eu sei o quanto é importante ter alguém que simplesmente esteja lá.
so you don't know were you're going, and you wanna talk
and you feel like you're going where you've been before
you tell anyone who'll listen but you feel ignored
nothing's really making any sense at all
let's talk, let's ta-a-alk
let's talk, let's ta-a-alk
acho que eu to ficando meio brega.
e eu espero que os erros de gramática e concordância sejam perdoadoas devido ao teor de alcóol no meu sangue neste momento...
25.03.06
me feating placebo, back to 2004, or 5.
você.
você ama o impossível.
constrói castelos de vento
inventa mentiras
não se contenta com nada,
nunca.
eu.
eu não tenho o que você deseja.
não sou o que você procura.
possuo mil cicatrizes pelo meu corpo.
brilho de dor e choro verdades.
ela.
ela mora nos seus sonhos.
fala o que você quer ouvir
sussura ilusões no seu ouvido
finge que é só sua.
quando é só dela mesma.
eles.
eles te observam de longe.
ficam sempre atrás juntando seus pedaços
sorriem como em telas de cinema.
atores de sua peça
de sentimentos forjados
pela amizade.
nós.
eu sou invisível.
eu não existo
e você
não se importa
e ela
sabe que é invencível
e eles
juraram nunca te deixar abrir os olhos.
você?
você é parte silêcio, parte faz-de-conta.
ela?
ela ri, ilumina a sala, sustenta a sua farsa.
eles?
eles são rostos entre mil rostos. estranhos de olhos que gritam mentiras.
eu?
(...)
eu me afogo na realidade de que nunca vou te ter.
meus pés estão colados no chão.
não posso me mover, você não quer me ver, não quer entender.
eu,
eu sou o possível.
...
e você nem sabe que é o verso mais bonito da única poesia que eu já tive coragem de escrever.
12.03.06
angels and insects.
uma outra coisa pra lembrar.
e se você quiser...eu
posso tentar, mas
eu não sei dançar tão devagar
pra te acompanhar,
pra te acompanhar.
que pena.
24.02.06
she sold her soul for a little bit of rock n´roll.
eu não tinha nenhum trocado;
você, nenhum interesse.
não sei,
até nos meus sonhos você tem essa cara
assim,
meio de indiferente."
16.02.06
e no final assim calado, eu sei que vou ser coroado o rei de mim.
veja bem, acabou a cola e a disposição pra juntar os caquinhos do que sobrou.
então, vai lá.
eu fico aqui.
maravilhosamente sozinha.
:)
07.02.06
sunset, sugar upon the asphalt.
-odiar hippies,
-odiar emos,
-ser emo,
-fingir ser "boêmio",
-pegar a vitrola do vovô e tomar conhaque ouvindo discos de vinil pra dizer que é cult,
-odiar os EUA e todos os estadounidenses,
-socialistas/anarquistas/fans em geral da revolução russa,
-HELLO KITTY
-descobrir literatura e música do chico buarque, 69034850394853 milhões de anos depois de ele ter começado sua carreira,
-fingir ser artístico e profundo,
-blogs,
-orkut,
-fotolog,
-febre-anos-80,
-declarar com orgulho que gosta de coisas trash pra parecer um indie descoladão,
etc, etc, etc.
sério, total last summer.
06.02.06
slow speed.
CARAMBOLAS! QUE LEGAL, EIN, AMIGÃO??!!! :DDDDDDDD
(...)
e ai que a tpm e a abstinência atingiram o ápice, entendem? minha paciência para com as pessoas em geral tá tipo assim, inexistente e a vontade de comer e dormir o dia inteiro não passa, por mais que eu só coma e durma o dia inteiro, não-passa.
nonsense
é só eu que acha que "crime passional" soa extremamente romântico e... meio épico?
/nonsense
02.01.06
e eu fiz um CURSO de html na unb, ein.
bom, mas enfim. layout novo, feito sob circustâncias duvidáveis. imagem propositalmente tosca, mal recortada e com efeito podre.
versão cansei-de-ser-sexy&audrey h.
vou lutar mais um pouco com o html e já volto.
31.01.06
it should be me.
sejamos mais criativozinhos ai em cima, né, deus?
por que você não tenta me surpreender ao invéz de me foder, pra variar um pouquinho?
29.01.06
flashlights, then explosions.
é, eu sei que pode parecer acomodação da minha parte, mas, de verdade, não há como evitar porque, agora, parte do meu futuro não está nas minhas mãos e sim por aí, planejando me derrubar quando eu estiver com um sorrisinho bobo no rosto, dançando na chuva com alguém qualquer.
e não é hora de ser realista. as pessoas mais felizes do mundo vivem em seus próprios mundinhos aonde tudo sempre dá certo e a realidade é ridiculamente desprezível. então vou deixar minha arroganciazinha de lado e admitir que cogitar o impossível talvez não seja algo assim, tão burro de se fazer.
vou apenas relaxar, colocar meus óculos escuros, pedir mais uma dose de vódca, fingir que eu gosto de tomar sol e ficar aqui quietinha com os dedos cruzados, esperando o melhor ou a talvez inevitável hora de quebrar minha cara.
( tá, eu disse que podia parecer acomodação? menti. é pura e simples acomodação. quis fingir que eu sou uma pessoa motivada e tudo mais, mas depois percebi que não havia motivo de mentir no meu blog, né? que tipo de pessoa patética mente ao escrever no blog? não, não, eu posso ser acomodada, mas patética não, ainda não.)
essa minha atitude mostra que parte de mim ainda tem 5 anos de idade, que eu certamente devo ter algum bloqueio mental por nunca aprender com os meus erros, que eu sou preguiçosa e que todos os meus valores são incrivelmente distorcíveis para se ajustarem às situações nas quais eu vou me metendo inconsequêntemente.
também mostra que eu sou facilmente iludida por palavrinhas bonitas e sorrisos sem significado, mas isso eu já sabia.
hahaha.
isso, todo mundo já sabia.
27.01.06
the night i lost the will to fight.
por que sabe, minha vida nunca é tão simples ou tão complicada quanto você faz parecer que a sua é quando canta assim, tão intensamente sobre coisas que eu nunca senti.
e se eu não te idolatrasse tanto, provavelmente te odiaria por ser tão mesquinho a ponto de se exibir com todas essas emoções.
você acha legal comer um banquete na frente de mendigos famintos? acha?
porque é, é mais ou menos isso que você faz comigo.
t-o-d-o-s os dias.
seu egoísta desprezível.
(...)
desculpa, tim.
acho que me anestesiaram e eu nem vi.
23.01.06
don't let the door hit your ass.
(...)
não. é melhor não.
22.01.06
everybody wants to rule the world.
se eu tivesse uma arma alí, naquele exato momento, haveria um retardado a menos no mundo e uma gordinha a mais na cadeia.
e eu poderia ser honesta e dizer que a culpa é minha. eu bebo mais do que devo, tomo as decisões erradas.
eu faço essas merdas à mim mesma.
mas, sabe, eu me amo muito pra admitir esse tipo de coisa.
prefiro botar a culpa em alguém feio.
é mais fácil odiar gente feia.
ah sim, ANTES que alguém ridículo e politicamente correto venha encher o meu saco, deixa eu perguntar:
TO MENTINDO?
18.01.06
present day. present time. muahaha.
é, existem animes que foram feitos exclusivamente pra vender e para que pessoas pseudo-cults-engraçadas possam dizer que não assistem a qualquer desenho animado idiota que tenha bichinhos falantes e mulheres com o olho gigante, por que é idiota. por que não tem conteúdo. por que as mulheres sempre são peitudas e usam saia curta.
mas, queridinhos, primeiro façam o favor de conhecer minimamente antes de generalizar e achar que todos os animes são extremamente vazios e, como eu escutei esses dias, pra gente burra, nerd e sem amigos que joga rpg e não come ninguém.(o que eu pessoalmente concordo em parte. )
aliás, assistam serial experiments lain. assistam boogiepop phanton ( será que é assim que se escreve?).
entendam todos os detalhes. liguem as estórias à filosofia, às drogas, à globalização, à morte, ao tempo e ao espaço, à predestinação, à deus e aos valores de família, amizade e amor que vocês têm.
sério, depois de assisir e entender completamente todos os pequenos detalhes e tirar todas as milhões de conclusões que as estórias têm, you get the chance to have an opinion. por enquanto, fiquem quietinhos e entendam que, não, não importa o quanto vocês se esforçem pra soar como se soubessem do que estão falando.
vocês simplesmente não têm a menor idéia e fazem papél de idiotas com todo esse nhem nhem nhem tão arrogantemente não fundamentado.
por que é, eu acho assim: se você não gosta de algo e quer total aparecer gritando isso pra todos os lados esperando que te achem foda, o MÍNIMO que você tem que fazer é ter argumentos inteligentes.
mas não me entendam mal, eu sou a rainha do ódio gratuito, e acho que é um direito de todas as pessoas não gostar de algo porque, porra, você não gosta e ponto final.
o que eu acho muito não-desculpável é que venham encher o meu saco querendo ter uma discussão sobre determinado assunto do qual não sabem merda nenhuma.
13.01.06
go, if you want to.
não sei o que acontceu, de verdade. e quando minha coordenadora perguntou o que havia acontecido que eu simplesmente não havia comparecido a 25% das aulas e muito menos estudado, ao invéz de falar que eu tinha sido estuprada pelo meu pai, pelo porteiro, pela maria betânia, pelo meu tio josé e pelo papa, eu apenas disse: "não sei, sandrinha... surtei, sabe? total surtei."
bom, sandrinha não é minha melhor amiga e nunca gostou muito de mim. eu também nunca gostei muito dela. pra mim ela quer ser a ANA DIRRCE, a outra coordenadora engraçadona e "amiga da galera", então total reprovei de ano.
mas vejam bem, já passei por desilusões amorosas, perdas de parentes próximos, decepções, crises existênciais, dias ruins. o que é uma pseudo reprovação comparada com tudo isso?
nada, eu "vos" digo. nada. ( será essa uma mentira que eu inventei pra mim mesma ou será que eu de fato não me importo? dúvidas, dúvidas.)
bom, o saco agora é ter que estudar enquanto eu poderia estar em são paulo comprando coisas legais e rindo com a cris, ou em floripa badagando total com a ajde e com a natália, ou em manaus me divertindo com a mimi. porém, amigos, quando me pedem pra escolher entre fazer o dever de casa e tomar tequila num bar copo-sujo cheio de velhos ex comunistas, EU FICO COM A TEQUILA E COM OS COMUNISTAS.
poxa, parecia uma escolha tão óbvia back then.
tequila = fun. comunistas = fun.
...dever de casa = NOT so fun.
mas não era sobre nada disso que eu queria falar.
não vou falar sobre o que eu queria falar.
parei com isso de ser espontânea.
mesmo as bêbada as i am right now.
minha espontâniedade me fode.
então beijos, tchau.
sei lá, não tenho a mínima idéia de como acabar esse post.
12.01.06
bigmouth strikes again.
então, não se preocupem, nunca mais vou descer do meu salto e nem incomodar ninguém com o que eu quero dizer.
prefiro que achem que eu sou assim, meio vazia.
talvez eu seja mesmo.
vazia.
02.01.06
passou e me viu. como um filme.
por que, sabe, aqueles pequenos momentos que eles me deram me convencem de que mil palavras não conseguiriam descrever certas coisas.
eu sei, é egoísmo omitir.
porém, inútil e quase um estupro seria tentar explicar.
30.12.05
o rock acabou, melhor ligar sua tv.
tá tudo bem, acho que sempre foi assim
nada pra sentir... espero outro dia vir
eu quero te ligar, eu quero algo pra beber
algo pra encher, algo que me faça acreditar
sempre ausente
me faz sorrir
sempre distante
dorme aqui
enquanto você se produz
eu vejo o que não vê
crescer para que?
ser e esquecer
eu corro contra a luz
eu fujo sem entender
vencer para quem?
ser e esquecer
o rock acabou, melhor ligar sua TV
ela nunca está, ela nunca vai entender
gosto da sua saia assim... vem deitar perto de mim
verdade, eu não me importo
quero um amor que não sei mais sentir
sempre ausente
me faz sorrir
sempre distante
espere por mim
enquanto você se produz
eu vejo o que não vê
crescer para que?
ser e esquecer
eu corro contra a luz
eu fujo sem entender
vencer para quem?
ser e esquecer.
28.12.05
...but what if i was right?
21.12.05
well, whatever, nevermind.
tu erras
ele erra
eu minto
tu mentes
ele mente
eu finjo
tu finges
ele finge
(qualquer coisa, menos originais.)
12.12.05
here i go again.
mudei de idéia e decidi que eu não me importo tanto assim.
aham, eu sou a pessoa mais confusa que você não conhece.
11.12.05
insert coin for next level, please.
ah sim, eu finjo que estou seguindo em frente.
finjo pra mim, finjo pros outros, finjo pra você.
finjo tanto que dói.
fodo todo o meu presente, estrago tudo de propósito, só pra não restar mais nada com o que me preocupar aqui, no momento de agora e, então, poder ficar olhando pra trás, com um sorrisinho triste no rosto, sentindo a saudade idiota que eu não posso deixar de sentir.
quantos erros mais eu vou cometer e quantas pessoas mais eu vou decepsionar até eu conseguir dar meia volta e caminhar pra frente?
talvez eu nem queira caminhar pra frente.
(...)
anos, meses, semanas e dias se passaram.
eu parei de tentar entender certas coisas sobre eu e você.
não há o que entender.
não há "eu e você".
nunca falamos sobre isso.
e tudo que falamos é sobre isso.
por que o seu silêncio me machuca?
03.12.05
she's a promisse to the night.
e eu pensei em escrever sobre várias coisas, sabe?
talvez falar sobre o nada.
ou sobre eles,
ou sobre mim.
e eu poderia fazer o mais longo, o mais engraçado, o mais triste texto sobre a vida e sobre aquelas pequenas coisas que só eu sinto em relação à cada pequena coisa que só eu vivo.
mas quem eu quero enganar?
eu não me importo.
ninguém se importa.
29.11.05
hypocrisy is my middle name.
eu sou uma piada.
falo sobre como não se deve magoar ninguém, me sinto mal quando vejo alguém sendo mal-tratado, não falo mal dos meus amigos, não deixo que falem mal dos meus amigos.
tento avaliar todos os lados de todas as situações, vejo bondade aonde não há, ignoro os joguinhos, as mentiras, as falsidades.
reelevo os defeitos, as palavras atravessadas, os dias ruins.
tento dar o meu melhor, sempre.
...na teoria.
olha pra mim.
me desculpa.
eu sei o quanto uma palavra sozinha consegue machucar alguém de um jeito tão horrivelmente cruel.
eu sei como é quando alguém te fode e te fode de novo e, mesmo assim, você não consegue parar de sorrir quando esse alguém te pergunta, por educação, como você está e o que você anda fazendo.
eu sei sobre querer intensamente algo que você não pode ter.
e de sonhar impossibilidades, e de chorar verdades, e de querer acreditar que tudo vai ficar bem, e de não querer desistir nunca.
eu sei.
fui insensível, não me coloquei no seu lugar, não me preocupei.
não, eu nem tentei.
errei com você, te magoei, fui grossa e má e escrota, falei de mais o que você não queria ouvir, não dei bom dia, não me preocupei em ser educada.
não sei como consertar isso e, se soubesse, provavelmente faria errado.
...me desculpa se tudo de sincero que eu sinto por você é indeferença.
27.11.05
my past is screaming my name.
21.11.05
i'm drinking my brain away.
e eu não deveria estar estudando...?
09.11.05
the lie we used to live has faded away.
(...)
- essa é de longe a mentira mais bonita que alguém já me disse.
hoje eu acordei e decidi que eu tenho que parar de querer aquilo que eu nunca vou ter.
percebi que a esperança é a última que morre porque ela dá um jeito de te matar primeiro. entende?
uma frustração ali, uma lágrima aqui: ser otimista é só um jeito meio patético e lento de cometer suicídio.
então, prazer, realidade. meu nome é luisa.
quer ser minha amiga?
04.11.05
i'm with the band, motherfucker.
mas cada um decora o fundo do poço como lhe convêm, não é mesmo?
03.10.05
and every word you say is nonsense, but i understand and oh, i'm not ready for this sort of things.
beleza, inteligêngia, sagacidade. senso crítico privilegiado, olhar sedutor, um pinto grande, um peito sem pêlos.
procuro palavras bonitas, piadas, conversas longas e intermináveis sobre qualquer coisa at all. beijos maravilhosos, cafuné, experiência sexual.
procuro um homem que não consiga viver sem mim, que me ame, que me coloque em um pedestal.
alguém que me ligue 490583453457 vezes por dia só pra dizer que tá com saudades, alguém que resolva todos os meus problemas, que diga que, sabe, no final, tudo vai ficar bem.
procuro alguém que me dê dias felizes, compre meu cigarro preferido, alguém que me ajude a levantar caso eu caia. alguém que me pague cervejas, me faça rir até passar mal.
o que eu procuro em um homem é perfeição, fidelidade, amor incondicional.
alguém que me diga o quanto eu sou linda sem maquiagem, que escove os dentes junto comigo, que me traga café na cama.
(...)
mentira.
o que eu procuro é alguém que me entenda.
só isso.
entendimento.
entendimento puro e simples.
porque, eu tenho certeza, é só isso que importa.
30.09.05
it's a long way to the top if you wanna rock n'roll.
mas enfim, agora eu posso sair por ai roubando objetos da casa pra comprar drogas, me prostituir, virar hippie, casar com o et, do rodolfo e et, ter um filho débil mental, morar de baixo da ponte e criar um partido verde que, ainda sim, não serei a vergonha da família. :)
26.09.05
romance is retro porn.
cal-cu-la-das.
quando foi que as pessoas pararam de agir por puro e inocênte impulso e se tornaram tão ridiculamente... medrosas?
vamos parar de pensar um pouco e começar a nos jogar, sim? consequências e futuros friamente estabelecidos tornam a vida tããão intediante, tão não surpreendente, tão horrivelmente certa, que sabe, what's the point of living?
se foder por atitudes não pensadas as vezes é legal, sabe. acreditem em mim, meu problema em estabelecer e seguir metas no final das contas é o que me diverte no fim do dia.
vai lá, faz o que você quer fazer, assuma os resultados dos seus erros, chora, se sinta uma merda.
depois, vai a um bar, senta com seus amigos, conta sua história.
ninguém vai rir mais que você.
experiência de vida, lição aprendida.
...diversão garantida.
21.09.05
the truth between my lies.
mas como faz um bom tempo que eu não amo ninguém, a vida anda muito fácil.
...fácil de mais, entende?
muita insegurança, medo e orgulho.
combinação desastrosa que faz de mim o que eu sempre fui.
mas não precisa ter pena de mim, eu sempre me venço.
tem coisas que só existem no fundo do poço.
é preciso ter estado lá para encontrá-las e entender o que eu digo.
post sem sentido?
18.09.05
he know so much about these things.
(...)
sim, como ninguém está preocupado em aumentar a minha auto estima no momento, eu faço isso por mim mesma. escuto o que convêm e sigo sorrindo porque no rain is gonna ruin my parade, i SAID NO RAIN IS GONNA RUIN MY PARADE.
obrigada pela atenção.
16.09.05
it's more than what meets the eye.
sério, é uma graçinha.
08.09.05
stella was a diver and she was always down.
as vezes eu queria conversar com todas essas pessoas que eu vejo na rua, sabe? esses desconhecidos assim tão sem rosto que sentam do meu lado, me perguntam as horas, passam por mim, não me vêem, não falam comigo, não perguntam sobre o meu dia.
não se importam.
queria saber sobre suas opiniões, desilusões, queria saber sobre seus dias, suas rotinas, o melhor momento de suas vidas... queria saber o que foi que elas aprenderam com tudo isso, queria saber o que elas acham sobre deus, sobre o governo, sobre o amor, o tempo, os dias...
as pessoas não conversam mais umas com as outras.
estamos lado a lado, no mesmo ônibus, na mesma sala, na mesma situação e, mesmo assim, ninguém fala nada.
tão próximos, tão distantes.
engraçado como amamos essa distância que nos mantêm à salvo da dor alheia.
02.09.05
oh, what a dizzy dance.
29.09.05
sorry, i have just ran out of nice things to say.
50% são legais e perfeitos, porém são gays.
20% fazem muitos joguinhos e acham que enganam todo mundo. pf, coitados.
20% são muito mongóis pra construir qualquer tipo de relacionamento saudável e
10% são tudo o que eu queria pra mim, mas estão muito fora do meu alcançe e/ou me irritam por não terem defeitos.
então ou eu A - viro bissexual para expandir as possibilidades ou
B - me torno assexuada e dedico minha vida a ouvir problemas amorosos alheios.
um, acho que vai ser C: paro de reclamar e vou estudar porque os estudos SIM me levam à algum lugar.
ps: eu queria saber o que faz as pessoas pensarem que eu gosto delas quando NÃO, eu não gosto.
26.09.05
and i was in your arms. and you were in my arms. but, now, baby, we're apart.
uma pena, por que eu tinha escrito um texto lá que eu pretendia colocar aqui. era um texto sobre não ter nada depois de ter tido muita coisa. era sobre as coisas que a gente vai perdendo por ai. coisas e momentos que ficam no passado, irrecuperáveis, presos. não há despedida nenhuma, eles simplesmente vão embora sem se dar o trabalho de dar três beijinhos, sem prometer outra saida, outra dose de vódka.
vão embora, nunca mais voltam.
depois você se pergunta o que você anda perdendo. se pergunta como seria se tivesse segurado aquele momento por mais tempo, se tivesse persistido, se tivesse ligado no dia seguinte.
...e sabe, essa estória de "e se eu tivesse...?" nunca leva a lugar nenhum. impossível prever um futuro de um passado que nunca existiu.
e hahaha, é uma coisa estranha essa do ser humano. querer voltar no tempo, viver o pretérito imperfeito, fazer algumas escolhas diferentes.
é difícil pra caralho aceitar que algumas coisas simplesmente já estão feitas, acontecendo e acontecidas.
é difícil entender que você perdeu portunidades, foi burro e covarde e agora já-era.
difícil perceber que você é uma triste decepção pra você mesmo.
você deixou seus sonhos irem embora, seus planos se despedaçarem, suas esperanças pularem pela janela, e agora você vive uma realidade que é apenas uma consequência das coisas que você fez, das circunstâncias de situações das quais você tinha todo ou nenhum controle.
... mas (in)felizmente o futuro sempre vêm com novas coisas e novos momentos, então você fabrica novos sonhos, esperanças e planos. o ser humano é bom nesse tipo coisa. eu, então, sou EXELÊNTE nesse tipo de coisa.
e não importa o que você faça, a verdade é que invariavelmente, a todo segundo, alguma coisa está indo embora. de novo e de novo.
e você pode de novo sentir falta das coisas que nunca te aconteceram mas que você acha que poderiam ter acontecido. e você pode de novo imaginar situações hipotéticas que poderiam ter acontecido, mas não aconteceram, não, não vão acontecer.
de novo e de novo.
mas enfim, pena que minha cpu pifou. queria mesmo botar aquele texto aqui. então, vamos dar uma de blogzinho e botar uma musiquinha que condiz com o momento e que ninguém vai se dar ao trabalho de ler?
vamos.
i said something wrong
i just can¿t hide it
it runs out
and I can¿t fight it
it¿s alright
i meant nothing bad
i¿m just excited
please don¿t cry
i try to fight it
it¿s alright
and i was
in your arms
and you were in my arms
and i was
in your arms
and you were in my arms
now, baby, we're apart.
it¿s alright
i meant nothing bad
i¿m just excited
please don¿t cry
i try to fight it
it¿s alright
and you might like what i say
and you might get what you hate
and it¿s okey to be right here by you
it¿s alright.
20.09.05
´cause i´m mr. brightside.
obrigada de novo.
E QUE SACANAGEM, SABE. as pessoas da minha sala fizeram um trabalho artísticos, com fotos de todas as pessoas da turma ao lado de suas respectivas caricaturas. lógico, eu não fui avisada que a foto que tiraram de mim (na qual eu estava horrível, só pra lembrar) seria exposta pra escola inteira ao lado de uma CARICATURA minha. e lógico, eu era a única que estava sozinha na foto, tendo em vista que eu não fiz o menor esforço pra socializar com ninguém ali naquela sala e, lógico, eu fiquei sabendo por terceiros que a minha caricatura estava REALMENTE ENGRAÇADA. veja bem, "realmente engraçada" provavelmente significa que eu estava com todos os meus mil defeitos ressaltadíssimos, um nariz enorme, uma cara de bunda e o cabelo zoado.
repetindo: que sacanagem. nunca fiz mal nenhum pra ninguém ali. aliás, eu nem falo direito com ninguém da minha turma. não sou mal-educada, também. se alguém me pergunta as horas, por exemplo, ao invés de falar "tá vendo relógio no meu braço, meu filho? não, né. se liga, não tá vendo que você tá atrapalhando minha concentração na aula?" com cara de cu, como eu faria na minha antiga sala devido ao mau humor matutino extremo, eu tenho todo o trabalho e consideração de me esticar, retirar o celular da minha mochila e falar as horas corretamente, avisando sempre da possibilidade do horário ali marcado estar incorreto.
ninguém mais aprecia e retribui a boa educação, sabe. é uma pena.
tá, minha sala é legal, mil vezes melhor que a antiga, no geral, mas eles podiam ter AVISADO, né. enfim, queria ter visto a caricatura e tirado foto haha.
é que eu, mais que todo mundo, adoro rir da minha desgraça. sério, é uma habilidade desenvolvida depois de anos e anos me olhando no espelho.
15.09.05
then i´ll have to start to think about the consequences.
i am not worried- i am not overly concerned
my friend implores me " for one time only,
make an exception." i am not not worried.
wrap her up in a package of lies
send her off to a coconut island
i am not worried - i am not overly concerned.
with the status of my emotions
"oh", she says, "we´re changing."
but we´re always changing
it does not bother me to say this isn't love
because if you don't want to talk about it then it isn't love
and i guess i'm going to have to live with that
but, i'm sure there's something in a shade of gray
or something in between...
and i can always change my name if that's what you mean.
11.09.05
i want the cliches back.
eu estudava, tinha planos, sonhos. eu ia no cinema mais vezes, ria mais vezes, chorava mais vezes. eu pensava mais e falava menos. sabia exatamente o que eu sentia e por quem eu sentia. meu amor era mais verdadeiro, meu sorriso era mais verdadeiro. eu fazia as mesmas coisas todos os dias e gostava, porra, eu adorava. eu era mais pura, mais epontânea. paquerava meninos que usavam all star. falava sobre um futuro que eu sabia que nunca ia existir. não via tanta maldade, perdoava fácil, abraçava fácil. eu era menos fútil, menos egoísta, mais alturísta. eu falava mais verdades, inventava menos, jogava menos. eu sentava no parapeito da minha janela e ficava lendo harry potter, porque nada importava tanto assim.
nada de carteiras de cigarros, nada de copos cheios de bebida.
nada de romances fracassados, nenhum coração partido.
i had nothing, but it was such a sweet, sweet nothing.
10.09.05
melodrama.
e ah, uma coca-cola de 2L pra acompanhar. aham, troco pra 50 reais.
obrigada.
08.09.05
i don´t think she likes me.
hoje eu acordei e vi que estava feia e gorda. MUITO feia e, veja bem, MUITO gorda.
também estava com uma dor de cabeça filha da puta por causa da festa que eu fui ontem. bebi de mais, me diverti de mais, falei de mais, fumei de mais e fui chamada de dalvinha por playboys desconhecidos.
depois fui almoçar e fiquei pensando, sabe, querido diário, que as coisas estão um pouco confusas na minha vida.
não sei o que eu to fazendo, não sei o que eu vou fazer e muito menos o que eu deveria estar fazendo. tudo está bastante descontrolado e eu nunca achei que sentimentos podiam ir e vir com tanta facilidade. sei lá o que eu sinto. eu deveria saber? as pessoas sempre sabem o que sentem? eu to fazendo alguma coisa errada? aliás, aonde foi que eu errei, qual decisão fodida eu tomei, quando foi que eu sai do caminho que levava ao destino certo e passei a pegar atalhos desconhecidos só por que eles pareciam mais fáceis de se percorrer? o que aconteceu com a garotinha de 12 anos que queria salvar as beleias e as foquinhas que agora com 17 ela só faz merda e muito caga pra salvar qualquer coisa que não seja ela própria? por que conversas sobre o futuro me deixam entediada? por que eu só quero o que eu não tenho?
...enfim, querido diário, sai com o X de tarde e de noite pensei no Y. ai me senti confusa e triste em relação aos dois. resolvi, então, fazer o que eu faço com tudo que me deixa confusa e triste: fingir que tá tudo bem e ir assistir tv.
...depois me senti mal porque descobri que eu certamente tenho algum problema mental que não me deixa pensar claramente sobre as coisas. o mesmo problema do homer simpson, sabe? é igualzinho: "nossa, acho que eu devia estudar física.. vamo lá.. o campo elétrico e umm... será que sobrou pizza de ontem? acho que não. mas voltando, a lei da relatividade diz que dois eventos não ocorrem simultaneamente e.. po, eu tinha que ter pintado meu cabelo ontem. que droga. tá, eu pinto ele amanhã. ah, vou dormir só um pouquinho. já estudei bastante, né? Ééé. :)".
acho que é déficit de atenção que chamam, não sei.
o que eu sei é como eu já te disse, querido diário. tá tudo meio fodido, e têm estado fodido por bastante tempo já. não sei como consertar minha vida. não sei se eu tenho que conserta-la. tenho sido egoísta e infantil. e tenho comido de mais, e tenho pensado de mais no que (em quem) eu não deveria pensar.
...o engraçado disso tudo é que ao mesmo tempo que eu só me fodo e fodo minha vida, eu to me divertindo pra caralho. então, eu deveria parar, refletir sobre o que eu tenho feito e mudar minhas atitudes? ou eu deveria continuar me fodendo inconsequentemente e esperar a conta chegar e correr o risco de não conseguir pagar pelas merdas que eu ando fazendo?
queria que você soubesse o que eu deveria fazer, querido diário. porque eu não sei, não faço a mínima idéia.
aliás, não sei se isso soa poético ou patético, querido diário, mas eu não sei de nada, nunca. eu não faço o menor sentido.
...e essa é provavelmente a única verdade sobre mim.
30.08.05
da série: sobre o que você nunca me deixou dizer.
nunca entendi muito isso. chuva pra mim e pra minha escovinha é sinal de desespero. corro pra algum lugar coberto e fico lá até parar de chover.
não importa quanto tempo demore.
mesmo.
mas ela não.
ela gostava de passar as tardes chuvosas de final de ano andando por ai.
colocava o casaco, um jeans velho, um tennis adidas assim meio acabado e saia pra qualquer lugar.
as pessoas na rua olhavam achando estranho.
vendedores ambulantes de guarda-chuva a perseguiam.
e todo mundo se perguntava o que uma garota fazia sozinha andando tão devagar na chuva.
tentar falar sobre isso com ela era inútil.
ela mudava de assunto e eu nem percebia.
apenas sorria paciêntemente enquanto eu especulava milhôes de possibilidades.
achando graça da minha incapacidade de entender o que eu não conseguia sentir.
ela era uma garota normal, tirando esse, unh, hobby que ela tinha. ela não fazia muito sucesso entre os meninos, não era muito boa em português, não sabia jogar handball.
e nem ligava pra essas coisas.
tinha amigos, inúmeros amigos. nenhum que considerasse andar na chuva um dos top10 melhores programas pra se fazer, mas ainda assim,
amigos.
depois de um tempo eu me acostumei.
sabe, tem gente que gosta de pintar quadros.
minha amiga gostava de andar na chuva.
qual era o problema?
enfim, a questão é que em um dia de novembro ela conheceu thiago.
e se apaixonou por ele.
uma vez eu vi num filme que não há melhor sentimento do mundo do que o de ser entendido.
e sabe, não há mesmo.
ele não se importava de andar na chuva com ela. acho que até gostava.
iam lado a lado de mãos dadas em perfeito silêncio. trocavam olhares de vez em quando.
...todo mundo sabe que os melhores momentos são aqueles em que as palavras são dispensáveis.
foi a única pessoa que nunca perguntou por que ela gostava de andar na chuva.
única pessoa que não fazia piadinhas a respeito.
lembro que ela me falou que nunca mais ia andar na chuva sozinha.
eu sentia inveja.
não acho que o mundo esteja cheio de gente que goste de passear na chuva.
no entanto alguma coisa aproximou aqueles dois. destino, obra de deus, conincidência, chame como você quiser.
...era uma dessas coisas que quase nos faz acreditar que tudo pode mesmo dar certo.
um parecia fazer parte do outro.
como peças de um quebra-cabeça.
aliás, essa é uma metáfora engraçada. minha irmã mais velha me contou que cada pessoa tinha uma alma-gêmea. deus, então, fez de cada alma uma peça de quebra-cabeça, um quebra cabeça de duas peças. depois espalhou-as pelo mundo. milhões e milhões de peças, e só uma seria a que te completaria.
"que merda de sacanagem. milhões e milhões de peças.
nunca vou encontrar a minha."
eu lembro ter pensado.
mas thiago e minha amiga pareciam ter encontrado.
pareciam.
a verdade é que eu não sei de muitos detalhes de como tudo aquilo terminou. relacionamentos em geral são muito complicados.
resumindo, as coisas deram errado, como elas costumam dar mesmo.
nada exepcional.
apenas outro romance fracassado.
sabe, faz uns bons dois anos que eu não vejo essa minha amiga. a gente se distânciou com o tempo, não sei.
o que eu sei é que hoje eu olhei pela janela e vi o dia chuvoso mais lindo que eu lembro de já ter visto. fiquei pensando nela, com seu casaco, jeans e tennis velhos andando por ai. meias ensopadas, cabelo bagunçado.
sozinha.
pensei em quebra-cabeças. pensei em thiago. me perguntei se eles não viam que deveriam estar juntos. me perguntei se ele ainda lembra dela, da minha amiga, e de quando o mundo todo deixava de existir, e tudo o que restava era ele,
ela
e a chuva.
25.08.05
sweet dreams are made of this. WHO AM I TO DISAGREE?
e todo esse teatro, toda essa preocupação, todas essas meias-verdades...
é tudo parte do meu show.
23.08.05
judy and the dream of horses.
(...)
é que eu não quero mesmo.
22.08.05
i don´t belong here.
roubo o cavalo do príncipe pra ele chegar atrasado pra resgatar a moçinha em perigo. explico pra mãe da tumbelina que bebês não nascem em flores. falo mal do cabelo da rapunzel. faço amizade com a bruxa má. falo umas verdades sobre o passado da branca-de-neve. quebro o salto do sapatinho de cristal. bebo de mais e acabo agarrando o romeu no baile em que ele deveria conhecer julieta.
mas não importa o que eu faça, o quanto eu cause, o quão perto eu esteja de ser coroada rainha. o final sempre é " e viveram felizes para sempre", e nunca "a luisa viveu feliz para sempre. o resto se fodeu merecidamente" como eu gostaria que fosse.
ai eu volto pra minha própria comédia tragicômica, aonde o bem e o mal são só pontos de vistas diferentes, nenhum sapo vira príncipe e tudo e todos são horrivelmente reais.
21.08.05
but i can´t help the feeling.
tenho que aprender que jogar com minhas cartas na mesa só dá certo quando o outro jogador não tá escondendo todo o resto do baralho na porra da manga dele. tenho que aprender que as pessoas preferem romances fabricados. preferem mentir e fingir que acreditam em mentiras.
e nem culpo ninguém. eu sei que a realidade tá foda e todo mundo precisa de uma válvula de escape. sei que a verdade quase nunca é mais bonita que a mentira. eu sei, juro que eu sei. mas ainda assim, eu prefiro me sustentar nesse "quase" e procurar por algo totalmente verdadeiro.
já tentei ser como o resto de todo mundo, mas a minha sinceridade descontrolada estragou tudo. aliás, segredo-que-não-é-tão-segredo-assim: eu não sei mentir esse tipo de coisa. quando eu minto, eu coço meu nariz. é tão óbvio, patético e frustante que eu prefiro sempre falar a verdade na esperança que as pessoas achem que eu to mentindo. haha
to cansada de esperar sinceridade incondicional. cansada de dizer o que eu penso e ouvir o que querem que eu pense que eles pensam. cansada de ter que corrigir frases pseudo-carinhosas.
não, eu não sou especial pra você. não, você não me ama. não, você não tá com saudades. ok, talvez você queira me pegar e sim, você tem namorada sim.
é tão triste sempre ver uma expressão de " oh não! ela me pegou! o que eu farei agora, poxa vida?!" que eu teria ficado BEM mais feliz com a verdade pura e simples.
e o que eu acho quase engraçado é que eu não pergunto nada, nunca. pra que inventar coisas do nada, então? eu-não-quero-saber quem era a garota do seu lado. eu não quero saber por que tem uma foto sua no orkut de fulana. eu não quero saber quem te ligou. eu não quero saber, entende? talvez eu não me importe o bastante pra querer saber e talvez eu já saiba e você vai estragar tudo mentindo.
enfim, i don´t know why people can´t keep it simple. adoram complicar e inventar e falar da boca pra fora.
que merda. one half won´t do e não adianta nada eu querer dividir tudo com alguém se esse alguém tem medo/vergonha/preguiça/ou-sei-lá-o-que de me dizer o que rola.
10.08.05
close your eyes.
sim, aceite o fato de que você é burro e devia ter desistido da pessoa em questão há muito tempo. por tudo o que ela fez e falou.
é que as vezes, sabe, a vida não imita a arte.
09.08.05
lies make it better.
desculpa, eu não me importo o bastante pra achar nada.
01.08.05
i´m such a hopeless case.
25.12.04
2004 foi o ano das frustrações. toda vez que eu pensava que pronto, as coisas iam mesmo ficar bem, que finalmente eu ia conseguir o que eu queria, que não, não, nada ia dar errado... POW. tudo se fodia. eu fodia tudo. tudo dava errado. tudo deu errado. mesmo quando NÃO TINHA COMO dar errado. porra, me acostumei.
eu era uma pessoa tão otimista, tão eu-acredito-em-finais-felizes, tão tudo-vai-dar-certo, sabe? só que aparentemente o UNIVERSO conspira contra mim.
eu sou uma criança gorda que não pode comer o bolo da minha própria festinha de aniversário. haha.
but HEY, i´m ok. às vezes você tem que se conformar com as circunstâncias e ponto final. pensar no que poderia ter sido, no quanto ia ser lindo e foda e perfeito e não foi é só uma ridícula perda de tempo. tem coisas que não dependem de você pra dar certo, e tem também coisas que dependem, mas ai você vai lá e estraga tudo. seja o que foi, você tem que seguir em frente. se a culpa foi ou não sua na verdade não interessa. no fim quem vai ficar na merda é você de qualquer jeito. se remoer e se odiar não vai adiantar nada, não vai fazer o tempo voltar.
a vida é feita disso. cometer erros idiotas, tentar consertar e piorar ainda mais. mandar tudo pro inferno, superar, olhar pra trás e rir. eu sei que no final tudo o que fica são as boas lembranças. as poucas e pequenas coisas que deram certo e você nem se deu conta por que tipo, tava preocupado demais com as coisas que não deram.
(...)
não, nada mudou. eu ainda sou otimista, eu ainda tenho tudo estragado por mim mesma e pelas forças da porra do além. não foi 2004 que foi o ano das frustrações. não tinha nada de errado com 2004. os planetas não haviam se alinhado de maneira a fazer tudo ficar fodido na minha vida. fui eu. a culpa é minha e de fatores externos que eu não pude controlar.
as vezes eu olho pra cima e penso "deus, toda essa porra é uma lição que eu tenho que aprender? mas eu juro que já aprendi, sabe. as vezes as coisas não saem como eu gostaria que elas saissem. pronto, viu? agora let´s move on porque eu total já cansei de quebrar minha cara."
mas ninguém tá me ouvindo lá em cima.
ninguém-nunca-me-ouve-lá-em-cima.
01.08.05
what did you mean when you said ´no´?
você consegue ver toda a minha i-r-r-e-g-u-l-a-r-i-d-a-d-e?
27.07.05
hi, my name is jojo.
17.07.05
sometimes i don´t make sense.
enjoy my confusion.
EU TENHO DIREITO DE SER RIDÍCULA. EU TENHO DIREITO DE SER ERRADA. TENHO DIREITO DE FINGIR, DE CAIR, LEVANTAR. TENHO SIM, O DIREITO DE SER EU MESMA. COM TODOS OS DEFEITOS, TODAS AS QUALIDADES, TODA A INTENSIDADE. TENHO DIREITO DE SER AUTÊNTICA, E TENHO DIREITO DE MENOSPREZAR À TODOS, ATÉ À MIM MESMA. DA MINHA VIDA, SEI EU. TENHO DIREITO DE MENTIR, DE FORJAR SENTIMENTOS. TENHO DIREITO DE SORRIR PELO QUE VOCÊ ACHA QUE EU NÃO DEVERIA SORRIR. TENHO DKIREITO DE ME CONTENTAR COM POUCO, E TENHO DIREITO DE NÃO ME CONTENTAR COM NADA. TENHO DIREITO DE GOSTAR DE PLANOS QUE JÁ NASCEM FRACASSADOS, TENHO DIREITO DE TRAÇAR OBJETIVOS QUE NUNCA VOU COMPRIR, TENHO DIREITO DE SER O QUE EU ESCOLHI E O QUE EU NÃO ESCOLHI SER. SOU CERTA, SOU DIFERENTE, E A ÚNICA PESSOA QUE PODE ME JULGAR SOU EU. EU SOU EU APENAS EU MESMA, E NÃO TENHO QUE SER NINGUÉM. FAÇO O MELHOR, FAÇO O PIOR. TENHO DIREITO DE CHORAR PELO QUE NÃO VALE A PENA CHORAR, TENHO DIREITO DE RIR, DE TER OPINIÃO, DE FECHAR OS OLHOS. TENHO DIREITO DE SENTIR O QUE EU NÃO POSSO DEIXAR DE SENTIR. EU SOU MINHA DONA, MINHA CACHORRA. SOU MINHA PUTA, MINHA MULHER. CONSPIRO CONTRA MIM MESMA COM AS PIORES DAS INTENÇÕES. SOU MÁ, SOU LINDA, SOU BOA, PERFEITA, IMPERFEITA. TENHO DIREITO DE SER INDIFERENTE, DE NÃO GOSTAR DE NINGUÉM. TENHO O DIREITO DE SONHAR COM O IMPOSSÍVEL. TENHO DIREITO DE QUEBRAR MINHA CARA. TENHO TUDO E NÃO TENHO NADA, TE AMO HOJE E AMANHA NEM TANTO. SOU BIPOLAR, MAS ÀS VEZES LINEAR. CORRO EM CÍRCULOS, ME MACHUCO, ME CURO. ME BEBO E ME FUMO. ME MATO, ME VIVO.
EU PERCO, ME PERCO. EU CHORO, EU ME ENCHUGO, ME CUBRO, ME TORNO INVENCÍVEL. TENHO DIREITO DE ME CUIDAR, ME AMAR, MACHUCAR, ODIAR. TENHO O DIREITO DE ME ILUDIR, ME MENTIR, ME DESABAR. TENHO O DIREITO DE GOSTAR, DE ACHAR, DE ME ENGANAR, ME ERRAR. TENHO DIREITO DE SOBRE MIM NÃO TER CONTROLE. TENHO O DIREITO DE DAR O MEU CORAÇÃO À QUEM EU QUISER, E ROUBAR OS DE QUEM EU QUISER. TENHO DIREITO DE DUVIDAR, TE TER CERTEZA, SOBRE AS MAIS VARIADAS COISAS, SOBRE COISA ALGUMA. TENHO O DIREITO DE SER CONFUSA, DE NÃO SABER DE NADA, NUNCA. TENHO O DIREITO DE NÃO ENDENTER, DE CONFUNDIR, DESTRUIR. SIM, ME HUMILHO, ME ARRASTO, ME PISO, MAS TENHO O DIREITO. EU. EU. EU. EU. EU QUE SEI DO CAMINHO QUE PECORRO. EU QUE SEI DOS ABISMOS, DOS DIAS DE CHUVA, DO DESESPERO À MINHA FRENTE. EU QUE CONHEÇO O NÃO-AMOR, EU QUE CONHEÇO A DOR. EU QUE SEI. EU SOU SÓ DE MIM MESMA, E EU POSSO ME DAR PRA VOCÊ SE VOCÊ QUISER. EU POSSO SER O QUE VOCÊ QUER, E EU NÃO CONSIGO SER O QUE VOCÊ QUER. EU SOU UMA FARSA E ALGO EM MIM DEU ERRADO.
ERRO DE FABRICAÇÃO, DE UTILIZAÇÃO. TALVEZ EU TENHA QUEBRADO AO CAIR. E EU CAI. CAI TANTAS VEZES, TANTAS... TENHO O DIREITO SOBRE TODOS OS MEUS TALVEZES, TODAS AS MINHAS ESCOLHAS ERRADAS. TENHO O DIREITO DE TE AMAR, DE TE ODIAR. TENHO O DIREITO DE SOFRER AS MAIS LINDAS DECEPÇÕES. NÃO ME ORGULHO DE TUDO O QUE EU FAÇO, NÃO NÃO, MAS TÃOPOUCO ME ARREPENDO. SÓ TENHO O AGORA E O QUE EU QUERO FICA ÀCIMA DE MIM.
17.07.05
all that noise, all that sound.
pf, friozão, ein.
entrei no meu quarto e me gusta la gasolina. fui comer alguma coisa e me gusta la gasolina. tomei um banho e agora todos do meu prédio sabem que me gusta la gasolina. tentei dormir, mas me gusta la gasolina.
ME GUSTA LA GASOLINA. essa música não sai da minha cabeça. não sei mais o que fazer porque tipo, me gusta la gasolina. minha irmã tá cansada de ouvir que me gusta la gasolina. a amiga gordinha da minha irmã agora também gusta la gasolina. se alguém me fizer esquecer que me gusta la gasolina, eu vou ama-lo para sempre..
me gusta la gaso... ARG.
12.07.05
no hablo español. no hablo portugues. no hablo ingles. no habla comigo, porra.
04.07.05
maps.
eu era muito boazinha.
eu era adorável.
(...)
eu era idiota.
eu fazia tudo aquilo porque acreditava mesmo que um dia eu teria uma recompenssa. eu fazia porque eu gostava de todo mundo e eu queria que todo mundo gostasse de mim. eu fazia na esperança burra de que um dia todo mundo percebesse que, além de ser uma gorda engraçada ruim em matemática, eu também era legal, e eu podia ser uma boa amiguinha, e eu emprestaria todos os meus brinquedos, e eu escutaria os seus problemas.
mas não.
a única recompensa que eu tive foi saber desde muito cedo que a maioria das pessoas são escrotas e que ninguém merece porra nenhuma de mim até que me dêem alguma coisa em troca.
não perdi meu tempo fazendo catequese, nem sei rezar direito, e eu sei que minhas atitudes não são nem um pouco cristâs.
mas as de ninguém é.
então desculpa ai, jesus, mas tá difícil de amar o próximo como eu amo à mim mesma porque, veja bem, ninguém tá preocupado em me amar.
eu tentei, sabe, juro que eu tentei. mas no final eu não sou superior e nem quero ser. você era superior e olha só o que aconteceu, né? aqui em baixo não gostam de pessoas superiores, sabe. dão um jeito de mata-los ou interna-los ou chama-los de bêbados.
mas ó, vou te dar um conselho: quando você resolver voltar pra botar ordem nessa porra, tenta lembrar que hoje em dia nenhum hipie pobre consegue convencer ninguém de nada. dê um jeito de nascer rico e bonitão que todo mundo vai te escutar, ok? :)
e por falar no assunto: esse muleque que diz que foi abusado sexualmente pelo michael jackson aos 13 anos não me engana não. a não ser que o michael tenho batido nele e o obrigado a fazer algumas coisinhas, ele não tem desculpa. eu com 13 anos não deitava na cama com nenhum feio(a) do nariz deformado e deixava ele(a) passar a mão em mim assim tão de graça, não, viu. você vai me desculpar, mas com 13 anos as pessoas já são bem espertinhas.
mas lógico, sempre tem alguém querendo tirar proveito do neguinho pertubado ali que conseguiu algum dinheiro rebolando.
já da xuxa, (que é loira, não deve dinheiro pra ninguém, costumava ser gostosa e é conhecida como ´ursinha macia´ no ramo de filmes pornôs toscos brasileiros) ninguém fala nada. mesmo tendo um video pra provar que ela fez sexo com um menino de tipo, 11 anos. haha.
tsc, mundo covarde.
michael, não acredito na mídia ridícula que tenta te pintar como feio taradão. apesar de você ter alguns probleminhas mentais, pra mim você sempre vai ser aquele cara super legal que acendia os azulejos magicamente quando pisava neles. :O
TO CONTIGO E NÃO ABRO!
26.06.05
but all will pass, will end too fast.
juro. já estive do outro lado, sei como é.
não quero dificultar as coisas pra ninguém, então vou ficar aqui quieta no meu canto, fingindo que eu sou inatingível e que não tem nada errado acontecendo.
e sabe, resolvi que não tem motivo nenhum pra ficar chateada... e lógico, não ter motivo não me impede de ficar, né, mas sabe, whatever. deixa eu ser brega e citar a avril lavigne e dizer que if you don´t care, then i don´t care, and we´re not going anywhere.
ham, eu AINDA tenho um pouco de amor-próprio e dignidade, licença.
e além do mais, baby, two can play this game.
olha só, voltei com o live journal. mas é friends only, viu? as vezes eu gosto de falar tudo, total desarmada e sendo ridícula do jeito que só eu sei ser.
23.06.05
do you know frank sinatra? he´s dead.
e quem se importa com o amanhã?
eu não.
18.06.05
i guess i´m...
eu vou rir e vou rir arrogância.
e todo mundo respira arrogância.
e todo mundo acha sempre que está certo. e todo mundo acredita em mentiras.
e a melhor amiga de todo mundo é
a arrogância.
e a arrogância te pega do chão e te faz pensar que você é melhor quando não é.
a arrogância
inventa mentiras, vende ilusões e te cega para a realidade.
a arrogância é um mal e é um dom.
a arrogância me dá nojo, me faz chorar,
me ensina que não devo ser arrogante.
e ainda mais arrogânte serei quando achar que não sou mais arrogânte,
por que pura arrogância será
achar que consegui superar minha própria arrogância.
minha arrogância que me destroi, me corrompe, me mata.
me diz o que é certo e o que é errado.
me diz aonde ir e o que falar. o que pensar
e o que fazer.
me derruba e ri de mim;
ela sabe que é invencível.
fica no alto aonde só eu posso vê-la,
me comanda e me domina.
vejam bem: até minha arrogância é arrogânte.
15.06.05
i go up and up but i can never reach de top.
1 - ele é feio e eu não tinha me ligado,
2 - eu não tenho mais a menor paciência de arrumar detalhes HTMLísticos, ainda mais quando eu faço tudo a mão e,
3 - o sistema de comentários que eu costumava usar está fora do ar, e eu meio que apaguei todos os outros sem querer em uma tentativa frustrada de consertar, vejam bem, o que eu sabia que não tinha como ser consertado.
hahaha, go me. :D
continuarei postando, mas vou deixar tudo inacabado e feio até que luzia, a garota estudiosa e organizada que mora dentro de mim surte e venha arrumar toda essa porra, ok?
tenho toda uma incapacidade de terminar as coisas que eu começo.
13.06.05
i´m not crazy cause i take the right pills everyday.
e é, isso me inclui.
(acho que it´s allowed to be filha da puta once in a while.)
11.06.05
i like you for all the wrong reasons.
só ver o que você quer ver e fechar os olhos para realidade é uma arte.
10.06.05
i may look like a girl, but deep inside i´m heartless, like any other boy.
engraçado que eu pedi por isso. se você abrir minha agenda e ler o que eu escrevo quando eu olho pro quadro da escola e vejo que eu não faço a mínima idéia do que toda aquela porra se trata, você vai ver claramente, em várias páginas, escrito "ah, eu só queria..." ao lado de vários coraçõezinhos coloridos. mas sabe, agora que eu tenho o ... que eu pedi, decidi que eu muito não quero mais. não quero assim. e tudo é tão ridiculamente ironico que as vezes eu acho que se eu olhar pra cima e me concentrar o bastante, eu vou escutar deus rindo da minha cara.
não me orgulho do que eu to fazendo, e se tem alguém que tá achando tudo isso uma grande merda, esse alguém sou eu. a outra pessoa envolvida não sabe o que eu fiz e muito acha que tá tudo bem. não queria mentir, não queria inventar coisas pra fazer as coisas menos horríveis. não queria omitir e nem deixar nada subeentendido. não queria dar uma de homem, sabem?
queria poder ser sincera, mas não sei se é a verdade o que querem ouvir agora. então lá vou eu inventar uma ou duas lindas mentirinhas pra deixar tudo mais aguentável e me sentir desprezível depois. eu juro que eu espero que eu esteja fazendo drama com uma situação simples e que ninguém esteja ligando pra tudo isso quanto eu acho que estejam.
porra, queria não me importar em magoar ninguém e simplesmente ser feliz falando a verdade... mas deus foi escroto comigo e me deu um coração mole ao invés de bolas.
então é, mesmo que eu não queira, eu vou continuar aqui.
sendo idiota e me importando.
03.06.05
it´s always more than what meets the eye.
além de insegura eu também sou meio perdida, meio bobona, meio errada.
ou talvez eu seja meio esnobe, talvez eu seja meio metida, talvez eu me ache pra caralho.
e talvez você nem me conheça.
eu tenho auto-crítica. acho que as vezes eu tenho até de mais.
eu sei dos meus defeitos. sei mesmo.
eu sei que eu não sou exatamente a pessoa mais receptiva do mundo. sei que as vezes eu faço e falo muito sem pensar. sei que eu tenho a capacidade de estragar as coisas. sei que as vezes eu sou egoísta. sei que eu sou inconsequente. sei que eu faço merda. e eu poderia ficar aqui listando todos os meus defeitos, mas eu quero mesmo é falar dos que eu não tenho.
sabe, eu posso parecer mil coisas à primeira vista. e você "tem" o direito de me pré julgar. mas antes de tirar conclusões, você tem que saber que meu rosto não reflete minha personalidade. eu não sou tão transparente quanto você acha que eu sou. sorrisos não dizem nada e todo mundo sabe que as aparências enganam.
o fato é que as pessoas acham muito e sabem pouco, e, sinceramente, não sei o que é pior: me acharem uma escrota ou uma idiota amigável. porque é, eu não sou nenhum dos dois.
eu sou só uma gordinha meio atrapalhada e cheia de amor pra dar, e você nunca vai descobrir isso me dando bom dia. você não vai descobrir isso nunca porque você já colocou na sua cabeça que eu sou um monte de coisa que, por ironia das coisas, eu muito quis ser.
mas não sou. e aceitei isso faz muito tempo.
eu tento ser o que eu sou na medida do possível, e se você não gostar, querido, beija o meu bumbum. o que me incomoda é você não gostar de mim pelo que você não sabe se eu sou. me incomoda você só olhar na minha cara e daí decidir que não gosta de mim. me incomoda ser julgada por alguma coisa que eu não fiz.
me incomoda, e provavelmente todo mundo acha que eu não me incomodo, porque esse é o papel que me colocaram: o de escrota que simplesmente não se importa.
não quero que todo mundo goste de mim, não quero ter mais 3958234 amigos. só quero que as pessoas não gostem de mim pelo que eu sou, e não pelo que eu nunca fui.
29.05.05
algumas coisas que eu aprendi. ( com vida, com meus amigos e com a televisão.)
o tempo não te ajuda a superar merdas. VOCÊ se ajuda a superar merdas.
pessoas más são punidas pelas leis da sociedade. pessoas boas são punidas pelas leis de murphy.
botar a culpa no destino é coisa de gente fraca.
seguir tudo que o papa/igreja fala é coisa de gente burra.
se você passa horas e horas tentando achar o sentido da vida, você está perdendo horas e horas de bons momentos da sua vida.
você é a única pessoa que pensa em você o tempo todo.
embelezar o passado é muito fácil, embelezar o presente é que é difícil.
quem pode, pode. quem não pode, sente inveja.
sua beleza não dura pra sempre. sua felicidade não dura pra sempre. seus sentimentos não duram pra sempre. nem você dura pra sempre.
a opinião dos outros importa proporcionalmente ao valor que eles estão te pagando para se importar.
a pessoa que disse que não se pode fugir dos seus próprios problemas era pobre e acomodado.
o que você nunca vai poder ter sempre vai ser melhor do que você tem.
você vai cometer os mesmo erros over and over again até que se foder perder a graça.
ninguém é perfeito, e se alguém te disser que é, me ligue. você encontrou jesus e eu to querendo falar com ele faz um tempo.
MINHA VIDA É UMA PIADA QUE SÓ EU VEJO A GRAÇA.
HAHAHA.
(mas enquanto eu estiver rindo, i´m ok i´m ok i´m ok.)
24.05.05
you said it´s not ok.
haha, NÃO TEM nenhuma resposta."
enfim, o desenvolvimento disso é enorme e complicado, e eu sou gorda e preguiçosa. só vou dizer que essa conclusão, que pareçe óbvia e conformista mas não é, mudou minha vida.
não mudou no sentido de que "oh, agora eu irei virar vegetariana e farei uma viajem pela áfrica juntamente com quatro hippies para entrar em harmonia com o meu eu interior", mas mudou e foi uma mudança significatica.
sei lá, não espero que ninguém entenda, mas pensem sobre isso, talvez até valha a pena.
deletei de novo o post anterior sem querer... how stupid am i?
10.05.05
kiss me where it smells funny.
cansei de esperar.
cansei de fingir.
a partir de agora eu oficialmente desisti.
se coisas boas vierem, que bom. se não vierem, tanto faz.
é como estar em um barco sozinha no meio do oceano. você pode remar até desmaiar tentando chegar em qualquer lugar, e você pode também deitar e pegar um bronzeado.
e depois de tanto tempo remando, eu cansei, chutei o balde e acabei de decidir que talvez se eu ficar morena eu possa entrar na universidade pelo sistema de cotas.
batalhar pelas coisas que eu quero nunca foi meu forte mesmo.
(eu sempre volto ao MESMO assunto. over and over and over again.)
04.05.05
the best game ever.

GO, PINTO, GO.
a estória é sobre uma garota mimada que sonha dominar o mundo, tem medo de abóboras, poderes mágicos e arrogancia infinita.
fora que o nome do barco é pinto. e se você tem um jogo cujo o nome do barco é pinto, você tem tudo.
" your pinto was a hell of a ride!", "rod, i have to use your pinto.", " lets get this pinto moving!"
as piadas são intermináveis e a diversão garantida.
02.05.05
we miss her picture.
lógico que eu, muito educada e controlada, reuni toda a minha dignidade pra dizer com um sorrisinho amarelo que "ai, tia, brigada, mas eu SEMPRE fui assim, bonitona e tal. HEHE."
(...)
primeiro: não dei intimidade pra ela vir me falar o que ela acha ou deixa de achar sobre a minha aparência. eu muito considero esse um assunto delicado, e que quando se trata de desconhecidos, se você não tem nada agradável pra falar sobre isso, é sempre melhor não falar nada.
segundo: ela achou que eu ia achar isso algo legal de se ouvir? não, querida. na verdade, acredito que ninguém acha. saber que um dia te acharam feia, e mesmo assim sorriram pra você dizendo que você era linda é algo no mínimo decepsionante. isso leva à pensar que ora, puxa, se você mentia antes pode estar mentindo agora, não é verdade?
terceiro: só porque alguma coisa aparentemente não é mais verdade no presente, não quer dizer que ela ainda não cause nenhuma espécie de sentimento. só eu sei o quanto era péssimo ser a feinha da galera. eu sei porque eu ainda acho que eu sou. e se alguém me diz que eu era feia, eu vou simplesmente ouvir que eu sou feia. e por maior que seja a capacidade que eu tenho de não me importar muito com o que os outros pensam sobre a minha pessoa, esse, como eu já disse, pra mim é um assunto delicado pra caralho. apesar de ter passado algum tempo desde que ninguém fala sobre minha feiúra, ainda lembro das pessoas que riam de mim e de todas as coisas horríveis que elas me chamavam. ainda lembro de como eu odiava a pena ridícula que as pessoas "bonitas" sentiam de mim. tenho toda uma coleção de traumas de uma fase na minha vida que foi realmente uma merda. e a única coisa que eu quero é esquecer de tudo aquilo. esquecer que eu era incrivelmente feia e ninguém gostava muito de mim.
então, como dá pra ver, a última coisa que eu preciso é de alguém olhando nos meus olhos e dizendo que sim, realmente, a luisa era feia.
não é que eu queria me esconder da realidade. eu sei da realidade. EU TENHO ESPELHO. mas, de vez em quando, acreditem em mim, é melhor deixar a verdade subentendida.
e por último, mas não menos importante: PORRA. FEIA É VOCÊ, MINHA SENHORA. tomar-no-cu.
QUEM você acha que é com essa blusinha ridícula do melhor estilo eu-deveria-ter-sido-transformada-em-pano-de-chão-em-1984? e esse teu cabelo horroroso que só falta gritar i wanna be fátima bernades? porque você acha que ainda cabe nessa calça jeans e porque, céus, você não tem vergonha de sair de casa com esse bigodinho de porteiro?
quer ser fútil, tia? sejamos fúteis, então. mas pode deixar, viu. eu vou dar uma de superior, e quando você se mancar que tá na hora de investir em uma plástica ou uma reconstituição facial, pode deixar que eu não vou olhar pra você depois e falar que sim, tia, antes da operação você era mesmo assustadora.
27.04.05
so happy together.
e ai quando acabar e eu estar fodida e triste trying to move on, eu não vou encontrar o nome do wlad escrito em todos os livros e revistas e ai pensar nele e olhar pro telefone tentando não ligar pra ele e ficar tensa toda vez que alguém chamar por algum wladervivirson e ficar falando dele pra todo mundo e ter um acesso de choro na aula de química e todas essas coisas que gente desequilibrada faz.
eu vou apenas ser feliz e sair cantando pela rua que it must had been love, but is ooover now.
por quê, já dizia minha vovó, o que os olhos não vêem, o coração não sente.
então, se você tem um nome do qual se envergonha, não fique triste.
fique com a gorda. :)
hahaha, eu sou tão mongól.
25.04.05
where are the BANANAS, mr. mcbright? the BANANAS!
ps: por que parece que 95% das pessoas à minha volta é seriamente pertubada?
24.04.05
i´m your fucking queen.
(...)
meu cu.
e o show do placebo ontem foi FODA. fodéerrimo. no words.
31.03.05
de: orgulho ferido. para: luisa.
não dá pra entender como alguém consegue se rebaixar por tão pouco.
presta atenção, teu pai não te achou no lixo, não. você vale muito mais do que tudo isso. você nunca precisou dessas pessoas, sempre foi melhor que toda essa gente ridícula, melhor que essa situação idiota. e agora tudo o que você um dia foi se reduziu a isso ai no chão.
haha. é tão patético que não dá nem pra sentir pena.
levanta, acorda, abre bem os olhos. como você não consegue ver que já se fodeu o bastante?
se você é tão comodista a ponto de não conseguir seguir em frente, guarda seu passado numa caixa, e só a abra denovo quando você poder rir de tudo o que está lá dentro.
se iludir é ótimo, e algumas vezes completamnete necessário. mas o que a realidade representa é muito maior que seu mundinho de fantasia. não se esqueça que sonhos são bons até o momento em que eles são realizáveis, depois disso são apenas perda de tempo. peso extra que você não precisa carregar.
agora junta os pedaços do que sobrou. amanhã o dia vai nascer mesmo que você não queira.
eu amo meu orgulho. achei que eu o tinha perdido, mas sabe, como todos os meus melhores amigos, ele sempre esteve aqui.
29.03.05
i like it better when it hurts.
incrivelmente burra.
e sabe, algumas coisas não são tão ruins quanto eu faço parecer.
20.03.05
assuntos randômicos de uma gorda frustrada.
no fim as pessoas gostam de ser mal-tratadas.
indiferença é o que liga.
tem um vazio enorme aqui, e eu não consigo mais preencher ele com cigarro.
desde que eu tenho 6 anos eu me pergunto se eu tenho problemas mentais e as pessoas escondem isso de mim.
eu tenho espelho.
eu SEI da realidade.
agora, por favor, não me incomode mais com isso, ok?
não quero mais ficar sempre esperando pela próxima grande coisa na minha vida.
queria ser feliz com o presente.
com o agora, sabe?
quando foi que eu perdi meu orgulho?
to cansada de ouvir dos meus amigos dizendo que dia tal foi foda.
eu não achei dia tal foda.
e eu tava lá, eu ri das mesmas coisas, bebi a mesma quantidade de alcóol. por que eu não achei foda como todo mundo diz que foi?
...por que eu sempre acho que faltou alguma coisa?
não quero acordar um dia em um apartamento minúsculo, sem tv a cabo e sorvete na geladeira. ( reparem na redundância). não quero acordar um dia e descobrir que nada do que eu fiz valeu realmente a pena.
meu passado me persegue.
por que eu me importo tanto com gente ridícula?
eu não tenho muito controle das coisas que eu faço e falo.
quer casar comigo?
:)
05.03.05
sabe quando você é pequena e sonha em ter um elefante voador?
queria que ninguém nunca tivesse me contado que elefantes voadores não existiam. ai eu poderia sonhar pra sempre que um dia eu teria um elefante voador. e esse sonho me deixaria feliz nas horas tristes. mesmo com tudo dando errado, eu sorriria sozinha só de pensar no meu elefante voador cor-de-rosa. (porque sim, além de voador ele também é cor-de-rosa.). e eu pensaria nas viagens que nós dois faríamos, nas pessoas que conheceríamos, nos dias felizes que nós dois passaríamos juntos. eu e meu elefante voador. meu elefante voador cor-de-rosa que eu nunca vou ter. nem agora, nem depois... nem nunca.
texto-antigo-e-nada-a-ver-que-eu-nao-lembrava-de-ter-escrito.
22.02.05
hit the road, jack. and don´t you come back no more.
...
-essa é de longe a mentira mais bonita que alguém já me disse.
editado: eu juro que eu seria bem mais feliz se a minha irmã se mudasse com as amiguinhas burras dela pra algum lugar humido e fodido, aonde suas escovinhas não durariam muito tempo e elas podessem aprender a cuidar apenas de suas respectivas vidinhas.
se fode, retardada. quem morreu e fez de você a dona da verdade?
17.02.05
how stupid are you?
ah, vai se foder.
to cansada. quero colo, sabe?
14.02.05
the greatest thing about life is that when you discover that life´s great, you´re already dead.
tá no inferno? abraça o diabo.
01.02.05
i liked your shoes.
todo dia eu me afogo em frustrações. haha como é possível eu ainda não ter aprendido a esperar o pior de tudo? mesmo quando eu to no fundo do poço eu olho pra cima com um sorriso bobo no rosto e acredito que oh, nem tudo está perdido.
...será que eu sou retardada?
to realmente exausta de tudo isso. exausta de ter sonhos que não vão se realizar. exausta de ter milhões de esperanças. exausta de pensar sempre que amanhã vai ser melhor. amanhã não vai ser melhor. amanhã as coisas vão estar um pouco mais fodidas pelo tempo. por que é, além de mim mesma eu também tenho o tempo pra me ajudar a foder com a minha vida.
31.01.05
PF.
HAHAHAHHAHA. PF.
meu deus...
oh, vida. =(
29.01.05
i´m ugly on the inside too.
por isso eu gosto de gente que incorpora a atitude de "sou feio e filho da puta, mas sou foda e é isso ai.". não to falando daqueles feios que acreditam ser bonitos, não. to falando de pessoas que sabem de suas respectivas tristes realidades e não ficam por ai se submetendo à merda dos outros só porque são feios.. juro que as pessoas esperam bem mais de gente feia. mesmo inconscientemente. eu sei porque eu sou uma fútil mongól e já soltei um " porra, mas ele é... feio! acho que ele tinha que se esforçar pra ser pelo menos legal, néan?". mas tan-dan, minha opinião mudou. hoje em dia eu acredito que feio ou bonito, você tem que se esforçar apenas pra não ser idiota com as pessoas que lhe convêm, e ponto final.
eu sou uma feinha consciente, E VOCÊ?